Loomio

Projeto #PIRATAS2020 - O caminho para Candidaturas Piratas nas Eleições Municipais de 2020

LC
Leandro Chemalle Public Seen by 277
  • Meta: ter candidaturas Piratas nas eleições municipais de 2020, com formato e condições a definir Texto completo que será postado no site (com histórico, condições etc) ainda em construção no Pad: https://pad.partidopirata.org/p/Piratas2020

a) O MODELO DE CANDIDATURA

A ideia é que em cada município onde tenha um coletivo Pirata mobilizado seja lançado uma candidatura com o final do número em 42, ou seja se, o número da candidatura Pirata será XX042, onde XX é a legenda que hospedar a candidatura.

Em um cenário ideal todos Piratas seriam candidatos por uma mesma legenda e com isso, o número XX042 seria o número oficial e nacional de todos candidatos Piratas nos municípios que lançarem essas candidaturas.

Essas candidaturas, nos diversos municípios irão defender um programa comum, logicamente de acordo com o programa, ampliado pelas naturais pautas locais.

Cláusula Pétrea do Projeto #Piratas2020:
>> Todas candidaturas irão obedecer o princípio de mandato coletivo não personalista.

Todas candidaturas que serão oficialmente lançadas pelo Partido Pirata e hospedadas solidariamente em outros partidos deverão ser aprovadas na IV ANAPIRATA que será convocada para o 1o semestre de 2020. Inicialmente as candidaturas serão exclusivamente para as câmaras de vereadores, mas essa definição poderá ser revista na ANAPIRATA.

Ao longo de 2019 a Secretaria Geral do Partido Pirata estará conversando com as coordenações estaduais e nacionais de diversos partidos com o objetivo de apurar as condições e afinidades que possibilitem tal parceria, no objetivo inicial de padronizar as candidaturas em um único partido. Sabendo das diversas realidades municipais e estaduais, em um segundo momento partiremos para conversas locais podendo ter Piratas sendo lançados por diversos partidos (Veja b.4).

b) AS EXIGÊNCIAS PARA APROVAÇÃO DA CANDIDATURA

b.1 ) O ponto central para que uma candidatura seja considerada é a fundação e a formalização de um Diretório Municipal do Partido Pirata no município, de forma que a coordenação municipal será composta basicamente pelos integrantes que irão se candidatar ao mandato coletivo.

b.2 ) Logicamente por b.1 todos os candidatos ao mandato coletivo deverão estar regularmente associados ao Partido Pirata

b.3 ) O período de formação dos Diretórios Municipais será o ano de 2019 e até o começo de 2020 os diretórios que desejarem lançar candidatura deverão estar formalizados.

b.4 ) Será discutida e votada uma lista de partidos vetados para as candidaturas piratas e uma lista de partidos sugeridos
* Partidos já vetados: PSL e PRTB (em virtude da resolução #elenão), PRB, PSC e PSDC (estado Laico)

b.5 ) A composição mínima do Diretório Municipal e do Mandato Coletivo é de 5 integrantes:
1 Secretário Municipal
1 Vice-Secretário Municipal
1 Tesoureiro
2 Coordenadores

b.6) A convocação para a Assembléia de Fundação do Diretório Municipal deverá ser publicada nas redes do Partido Pirata e deverá ser convocada e presidida por um membro regularmente associado ao Partido Pirata.
- O quorum mínimo da assembléia de fundação de diretórios municipais é de 15 (ou 10?) integrantes.
- A assembléia de fundação é mandatada para aprovar a associação regular de seus integrantes ao Partido Pirata

b.7 ) A coordenação municipal terá mandato de 2 anos.

JO

João Otávio Tue 9 Oct 2018

Ae, esses dias tive uma ideia parecida, a princípio fora do partido pirata, que era um mandato de Ativismo Digital reunindo diversos ativistas e entisuastas dos dados abertos e internet livre, no mesmo modelo que a bancada ativista se elegeu semana passada.
Quando digo por fora do partido pirata foi pq eu cansei de tentar marcar com a galera de SP e nao aparecer ninguem. Mas enfim, se tiver quórum suficiente para a gente formar essa ideia dentro do coletivo mesmo, estarei topando. Se nao, acho legal a gente pensar em outras pessoas de fora tambem (no caso de sp capital, galera)

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Tue 9 Oct 2018

Eu também concordo com a proposta, seguindo dentro de uma proposta de partido movimento.

LC

Leandro Chemalle Tue 9 Oct 2018

O caso especifico de SP, RJ e grandes capitais é algo a ser visto de outra forma. Dizem que é mais fácil se eleger deputado federal por SP do que Vereador em SP... Por outro lado em cidades menores tipo São Carlos - 200k habitantes, vi vereadores eleitos com menos de 1000 votos. Então em cidades menores, cidades universitárias, as chances de eleição são reais.

RGD

Faltan combinar isso com os russos. Sem assinaturas sem formalização, sem formalização sem candidatura.

B

Bemfica Tue 9 Oct 2018

Acho que tu não leu direito a proposta, Renato. A ideia é soltar candidaturas por outros partidos, tipo o que a REDE fez com o PSB em 2014, ou o que o Raiz faz atualmente com o PSOL.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Tue 9 Oct 2018

O também o que fez o Livres esse ano.

RGD

Li sim. Por isso o falta combinar com os russos, pq a cada caralha de eleição é esse papo, as assinaturas não saem, quem tá louco pra se candidatar vaza pra se filiar a outro partido e reiniciamos o ciclo.

Se for para ter partido, pq sem esforço de colher assinatura?
Se for para ter candidatura a qualquer custo, pra que ter partido?

E eu detesto essas pegadinhas escrotas como o item B.4. Aprovar participação em caráter oficial nas manifestações contra uma pessoa e suas ideias virou automaticamente proibição de coligação com partido X na cabeça de alguém?

Realmente tem umas coisas que parecem DCE.

LC

Leandro Chemalle Tue 9 Oct 2018

Mano definitivamente vc não consegue entender o que é o Partido Pirata... Na boa não sei porque você tá aqui ainda. Vai bloquear a proposta também?

JO

João Otávio Tue 9 Oct 2018

Cara, a ideia central é se aproveitar do sistema como está, pois não conseguimos mudar ele, e emplacar a nossa pauta. Tivemos um modelo de sucesso de candidaturas ativistas avulsas nestas eleições e o Chemalle está propondo seguirmos este modelo, de acordo com nossos princípios. As assinaturas não vão sair, e o "partido" já se tornou um coletivo maduro o suficiente para entendermos isso. No meu ponto de vista, ver tanto problema assim nesta proposta é ou não ter entendido-a sinteticamente ou estar de má fé com os princípios piratas e com a proposta de nosso coletivo. Ao meu ver esse é o único jeito de termos participação política efetiva em um futuro a médio prazo.

WC

Wil Cavalcanti Tue 9 Oct 2018

eu acho que você realmente não entendeu a proposta e eu não to com saco pra explicar, mas se quiser a gente pode marcar uma reunião pra discutir isso

Mas deixa eu falar um negócio que comentei na última reunião e que também ta no video sobre prestação de contas da Tesouraria

Um Partido Político pleno é composto por dois elementos, que estão previstos na constituição:

1) uma personalidade jurídica que funciona de maneira semelhante e sobre a qual é aplicada a mesma legislação que ONGs e outras entidades sem fins lucrativos. Nós já temos isso, com direito inclusive a CNPJ, mas apenas nunca abrimos conta em banco porque o nosso GTJ não existe e isso exige o desenvolvimento de um mandato de segurança porque os Bancos se recusaram a abrir conta pra gente e porque o Juliano é tipo a Marina Silva que só aparece a cada 2 anos na AnaPirata.e olhe lá

2) uma personalidade eleitoral que depende da coleta de 500 mil assinaturas, um processo tão caro e dispendioso e que o TSE vem colocando tantas barreiras que na prática foi feito pra não ter mais partido nenhum. Pra voce ter uma ideia o partido NOVO começou com um caixa inicial de 6 milhões e quase desistiram de oficializar o partido de tão dificil que tava. Ai geral chega aqui pra reclamar que não oficializa, mas não teve mais ninguem arregaçando as mangas pra isso desde uns 2 anos pra cá

Então pra ficar claro o meu ponto:

Nós JÁ SOMOS um Partido Político

Nós só não somos um Partido Eleitoral

E na boa galera... esse negocio de burocracia partidaria morreu em 2013, só a gente não quis admitir isso.

Nós somos pessoas que fazemos textos, discutimos propostas, temos ideias em comum e nos fudemos tanto juntos e brigamos juntos que já somos um coletivo.... só não caiu a ficha de geral ainda

video prestação de contas - eu explico sobre natureza juridica de partido
https://www.youtube.com/watch?v=v7YLS34Qk14&

video partido politicos - desconstrução da ideia de partido liberal
https://www.youtube.com/watch?v=-R5vCI8l1Yc

RGD

"Regulamentação das Votações no Loomio (REVLoo)
Considerando:
Que o Loomio é uma ferramenta virtual de proposição, discussão, organização e votação de propostas;
(...)
Que a proposta da discussão é a busca de um consenso por parte do grupo;
Que seus usuários leram a documentação sobre o funcionamento da ferramenta e compreendem suas funções (ex: https://www.youtube.com/watch?v=fuWfEwlWFlw);
Que as propostas serão apresentas de boa-fé assim como a utilização das ferramentas e seus prazos, prezando sempre pela transparência e objetividade;(...)

1 - Por enquanto não tem o que bloquear pois estou alertando que o item B4 não condiz com a votação realizada, e tendo em vista que aqui é uma ferramenta cujo objetivo é alcançar o consenso, já estou alertando desde agora que tem erro no texto.

2 - Uma discussão dessas com certeza merece muitas rodadas de conversa, pois 2020 ainda tem um bom tempo, se bobear nem candidaturas possíveis tem lá.

3 - Esse é um tópico que envolve alguns assuntos distintos: Formação de Diretorios, Candidaturas, Regra de candidaturas, Coligação partidária, e talvez outros.

Boa parte desses assuntos acredito que sejam deliberados na Anapirata, o que não impede de modo algum que já sejam discutidos previamente para ter um consenso na hora H.

LC

Leandro Chemalle Tue 9 Oct 2018

Não, a próxima AnaPirata será somente em 2020. Este é um projeto, para ser aprovado como um todo, se for quebrado em partes não vai funcionar. Tem toda uma lógica ali colocada. A AnaPirata será para oficializar as candidaturas e um encontro presencial obrigatório de todos candidatos. Mas todas decisões de agora até a eleição 2020 serão tomadas por aqui.

O texto está aí para receber contribuições e alterações, complementos (parte financeira por ex q não coloquei nada ainda) fechadas essas contribuições vota o projeto todo como resolução e fim, seguiremos essa resolução nesse periodo até as eleições 2020 e vemos o que vai dar.

D

Diego Wed 10 Oct 2018

Isso envolve mudança no estatuto para permitir apoio a candidatura em outro partido.
Na verdade acho que essa seria uma solução mais simples. Quem quiser ser candidato com pautas piratas pode se filiar a um partido (de acordo com a burocracia deste) e nos comunicar para a gente divulgar. Institucionalizar tudo esse processo eu acho meio sem sentido e basicamente é aceitar a derrota de não conseguir formalizar o partido em 10 anos.

LC

Leandro Chemalle Wed 10 Oct 2018

O Estatuto diz que candidaturas de outros partidos podem ser apoiadas se aprovadas na AnaPirata, e justamente isso está previsto no cronograma do projeto.

RGD

Negativo. O projeto envolve muitas etapas distintas, algumas com questões pertinentes à Anapirata.

Discutir previamente ok, propor e aprovar previamente não.

Se fosse só candidaturas avulsas bastava criar um tópico para isso.

WC

Wil Cavalcanti Wed 10 Oct 2018

pessoal, só pra explicar. Já foi aprovada na AnaPirata II que o Loomio é considerada como instância deliberativa, logo tem a mesma força de aprovação de qualquer iniciativa do que uma assembleia, com a exceção de modificação do programa e do estatuto

https://partidopirata.org/ata-de-votacoes-anapirata-ii/

Então qualquer alteração ou "interpretação adicional" do Estatuto pode ser discutida previamente aqui no Loomio, inclusive a possibilidade de criar chapas em outros partidos e chega na assembleia e apenas propõe a alteração com a discusão toda ja adiantada

Eu não li o Estatuto porque to ocupado, mas acho que o que o Estatuto propõe é que você não pode apoiar candidatos de outros partidos, mas ainda pode haver discussão se o estatuto permite a aprovação de candidatos de nosso coletivo em outros partidos.

Pra quem nunca foi nas assembleias, o tempo delas pode ser muito restrito e apenas 2 ou 3 dias pra discutir algo complexo como mandatos coletivos seria praticamente impossível.

Então, por favor se limitem menos pelo que o Estatuto permite ou não permite ou o que a burocracia manda ou não manda e vamos tentar utilizar a plataforma do Loomio como a instancia deliberativa de tretas e debates que ela efetivamente é

Nada é verdadeiro, tudo é permitido

JO

João Otávio Wed 10 Oct 2018

Pois eh, posso indicar alguns amigos psicólogos para os piratas apaixonados por burocracia, só fazendo terapia mesmo.
Quantas pessoas mais devemos afastar do coletivo por inocuidade até perceber que devemos fazer alguma coisa ?

RGD

Só um aviso: Shaming de saúde mental já rolou aqui anteriormente e fez uma colega meter o pé após se sentir mal com esse tipo de abuso.

Não seja babaca #Fikdik

D

Diego Wed 10 Oct 2018

Não é questão da burocracia em si. Eu não estava lá quando isso foi escrito mas imagino que está no estatuto para evitar que o partido perdesse sua identidade própria e virasse cabo eleitoral.

---- On Wed, 10 Oct 2018 13:17:40 -0300 notifications@loomio.org wrote ----

JO

João Otávio Thu 11 Oct 2018

Me desculpe pelo "shaming" de saúde mental, não pensei direito pra escrever, mas eu fico inconformado com essas coisas, estou no coletivo desde 2014 e nada acontece

LC

Leandro Chemalle Wed 10 Oct 2018

Colando aqui para ficar salvo. A luta agora é nas cidades

Vim a Itajaí para tentar descansar um pouco depois dos últimos meses de vitoriosa batalha para eleger Sâmia Bomfim deputada federal pelo PSOL com 250 mil votos. A conjuntura obviamente limita a possibilidade de descanso, mas a viagem permite arejar um pouco a cabeça.

Aqui, na cidade onde passei a infância, Bolsonaro venceu o primeiro turno com 70,73% dos votos válidos. Foi seguido por Haddad com 9,67%, Ciro 7,22%, Amoedo 4,25%, Alckmin 3,31%, Meirelles 1,31%, Alvaro 1,26%, Daciolo 0,96%, Marina 0,77% e Boulos 0,42%.

A esquerda, mesmo do tipo mais tradicional e adaptada ao regime na cidade, é, como se vê, bastante inexpressiva. Em 2004, um político petista se elegeu prefeito e deu um giro à direita. Hoje é novamente prefeito da cidade, mas pelo MDB. O vereador da juventude petista que se apresentava como renovação foi para o PSB tirar foto com Paulo Bornhausen, herdeiro da ditadura. No estado em que Bolsonaro venceu a eleição com 66%, os dois candidatos ao governo que estão no segundo turno apoiam o militar.

O algoritmo do Facebook, no entanto, me presenteou com esperança. Mulheres, ex-colegas de escola que são hoje desconhecidas, usam picbadges "Se fere minha existência serei resistência", "Ele não", "Always antifascist". Reagem a provocadores com diálogo, explicando pacientemente que ser contra Bolsonaro não tem nada a ver com defender o PT.

Minha mãe contou sobre o ato do dia 29, grande dado o tamanho da população e o apoio a Bolsonaro na cidade, que terminou com emocionantes declarações de mulheres de todas as idades dizendo quem eram e por que são contra Bolsonaro.

Há resistência e as mulheres estão na vanguarda dessa resistência. Vamos à luta! É preciso barrar o protofascismo no Brasil e isso implica em, independente das críticas ao PT (tenho uma lista infindável delas), votar 13 no segundo turno.

#EleNão #EleNunca

RGD

Serei direto com as minhas ressalvas e gostaria de dados para entender o que está acontecendo.

Me causa estranhamento essa pressa para definir questões eleitoreiras já em 2018 quando o próximo pleito é em 2020.

Me causa estranhamento discutir primeiro o cargo antes do programa.

Me causa estranhamento essa movimentação em uma época de fusão de partidos pequenos por causa da cláusula de barreira. (https://oglobo.globo.com/brasil/patriota-de-daciolo-ja-negocia-fusao-para-fugir-da-clausula-de-barreira-23144227)

Partido como entidade jurídica mas não eleitoral eu entendi, o que não entendi é qual a diferença entre sermos por exemplo uma Associação Pirata com candidatos espalhados por diversos partidos. Se o foco é eleitoral, pq não acertar nossas pendência eleitoral? Se o foco é político, cadê as discussões de implementação de programa?

A impressão que tenho é que estamos preparando terreno para alimentar Psol com pautas piratas. Não que eu seja contra, mas se a ideia é essa, que se faça de forma clara e explícita, e não com pegadinhas de DCE como o item 4.B que continua errado.

WC

Wil Cavalcanti Thu 11 Oct 2018

o Chemale propôs isso porque todo dia tem gente perguntando no twitter quando o partido pirata vai sair do papel. É muito normal as pessoas ficarem mais mobilizadas em época de eleição

que programa? a gente já tem programa

Então, o caráter de pessoa jurídica do Partido é o mesmo de associação

tenho nada contra o PSOL

alguma coisa não te causa estranhamento?

JO

João Otávio Thu 11 Oct 2018

Renato, me causa estranhamento maior este coletivo ter ótimas propostas e um ótimo programa, desde 2012, e NADA acontecer politicamente. Estamos em tempos que não dá mais pra ficar vendo nada acontecer. Eu quero ajudar de fato com coordenações políticas aqui em SP desde 2014, quando entrei, e só vir barreiras até agora, impostas pelo próprios membros do coletivo.
Não vamos conseguir assinaturas. Ponto. Temos que nos adequar.
Temos um modelo vitorioso eleitoralmente de bancadas ativistas. Vamos utilizá-lo, é o que tem.
2020 é logo ali, se é que vamos ter eleições né ? Temos um ano para formar essas articulações e, desculpa, precisamos de mais gente do que um grupo de 20 homens espalhados por aí.
Se a consequência for puxar votos do PSOL, me desculpe, eu acho mais tranquilo alimentar um partido minimamente honesto do que ver os meus colegas agredidos nas ruas da cidade, sem nenhuma resistência institucional. O partido pirata é o que posso ajudar, é a minha parte como pessoa atuante politicamente, nao vou me filiar ao PSOL pois isso nao faz sentido, to aqui pra movimentar este coletivo.
Claro, se vocês ajudarem a fazer isso funcionar. Se não eu seguirei minhas atividades como venho seguindo, fora daqui.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Fri 12 Oct 2018

A idéia é ser mais ampla, PSol está entre as possiveis opção, possivelmente. O LIVRES, O RAIZ Movimento Cidadania, todos esses foram buscar uma opção de filiação democrática. E sobre a coleta de assinaturas não acho que deva ser abandonada.

DU

[deactivated account] Fri 12 Oct 2018

O timing passou. As pautas piratas são absorvidas por inúmeras agremiações políticas. Não será possível reunir as assinaturas. Passar a integrar outro partido vai ser um convite à supressão. Claramente temos preferências pessoais aqui por PSOL e PV que nunca encontrarão consenso. Minha dica é que, cada pessoa na qualidade de indivíduo, que esteja bolando seu projeto pessoal de candidatura, sutilmente procure se filiar onde preferir. Este coletivo deveria passar a ser um think tank, teórico e operativo, independente. A busca em se transformar em partido de facto foi um erro.

Edit: tem que se pensar que a cláusula de barreira não é uma ordem de extinção. Ela limita o acesso a recursos financeiros e a espaço físico, duas coisas que os piratas conviveram bem até aqui. Dessa forma, a coleta de assinaturas poderia seguir. E quem quiser disputar 2020, procura um espaço mais organizado. Se no futuro dificultarem ainda mais a criação de novos partidos, o que é provável, será acaso da história.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Fri 12 Oct 2018

Eu não acho que deva usar as candidaturas coletivas para formar coletivos. Mas dar uma possibilidade onde já tivemos coletivos trazer de volta um grande contingente que está em outros partidos e foram candidatos a vereador em 2016. No Paraná por exemplo, temos o Luan De Rosa E Souza que poderia juntar piratas de lá em uma candidatura pirata coletiva. Em Recife temos Leonardo Cisneiros, Rodrigo Bione, e um bocado de pirata que poderia ser outra forte candidatura coletiva. Em sampa tem @joaootavio para agregar. Não precisa sem um boom de candidaturas, eu concordo com a idéia mas limitada a poucas experiências compromissadas com nosso programa. Nem tanto eleitoral, mas think tank no momento, mas como ação prática do nossos valores e missão.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 22 Oct 2018

@wilcal e @chemalle temos uma questão estatutária que precisaria ser revista caso deliberasse as candidaturas piratas coletivas:

Art. 19. Haverá desfiliação automática nos casos expressos em lei e desfiliação compulsória e sumária, nos termos deste Estatuto, nos casos de violação das cláusulas pétreas arroladas no artigo 3o.
Parágrafo único. A filiação ao Partido será automaticamente cancelada quando da associação ou filiação a outro partido ou associação política com caráter partidário ou eleitoral.

Qualquer desses piratas que fizessem filiação democrática a outro partido para a eleição, é desfilado automaticamente. Correto @kristianbritopasin ?

KBP

Kristian Brito Pasini Mon 22 Oct 2018

A princípio sim, pelo menos segundo a versão so Estatuto que está no site, que não sei se é a mais recente (onde é que consta a efetivação do Loomio como plataforma deliberativa?).

No Art.94 do Estatuto que consta no site, parágrafo primeiro, fala em instituição de mecanismo de flexibilização enquanto as estruturas administrativas do partido forem provisórias, estruturas essas que só deixam de ser provisórias segundo o Art. 93 quanto o partido for efetivado plenamente no TSE. Não sei o quanto dá pra forçar a amizade na interpretação dessa parte do Estatuto para que o "instituir mecanismo facilitado de associação" permita viabilizar isso da candidatura paralela.

E também não sei como se deu a determinação do status deliberativo do Loomio em Assembleia e como poderia interferir nisso, nos poderes que assumiu.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 22 Oct 2018

@danprazeres e @wilcal teve alguma alteração no estatuto sobre o uso do Loomio, ou só é algo tácito?

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

Ata de votações da AnaPirata II - https://partidopirata.org/ata-de-votacoes-anapirata-ii/

2) Reconhecimento do Loomio como ferramenta deliberativa

Descrição: Reconhecimento do Loomio como instância oficial de decisões, tirando a dúvida se ela seria uma ferramenta de caráter consultivo https://www.loomio.org/d/lXZ0oyDE/proposta-para-anapirata-oficializa-o-do-loomio-e-regulamenta-o-de-consultas-virtuais

Resultado: A favor – 20, Contra – 0, Abstenções – 3

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

Isso não ta no Estatuto, mas são decisões ad hoc que compõem uma espécie de regimento interno que é adicional ao Estatuto

1) Criação de um Regimento Interno / Memória Institucional

Descrição: Como qualquer modificação ou adição ao Estatuto já existente exigiria obrigatoriamente a sua republicação no Diário Oficial, com custos estimados em 20 mil reais e gerando risco de enquadramento nas novas regras do TSE (que estabelece um prazo máximo de dois anos para a oficialização do Partido), proporam a criação de um Regimento Interno

Resultado: A favor – 22, Contra – 0, Abtenções – 1

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

Sobre a desfiliação automática em caso de filiação a outro Partido, o meu entendimento é que isso só é algo válido quando e se um dia o Piratas se formalizar, porque ai não da pra querer se filiar a dois Partidos ao mesmo tempo mesmo, mas filiar enquanto manter associação não tem problema

claro, da pra incluir esse detalhe dentro desse projeto que está sendo deliberado aqui e botar isso pra votação no Loomio, validando junto ao coletivo se quiserem ficar com a consciência tranquila

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

@wilcal problema é que no final do Estatuto tem artigo específico que equipara associação prévia à filiação definitiva, nas obrigações, salvo exceções explícitas no estatuto também. Ou seja, não tem margem interpretação como se associação fosse diferente de filiação, para estes efeitos, internos à entidade Partido Pirata.

Para todo efeito burocrático-institucional, junto ao TSE, não tem equiparação mesmo, pois filiado é aquele registrado no TSE e todo o resto antes são estruturas provisórias com representações legais apontadas em assembleia.

Temos que tirar uma posição que resguarde esta questão de alguma forma devidamente registrada e respaldada pelo status deliberativo do Loomio.

Ou entender se o artigo que institui mecanismo de flexibilização para associação, Art. 94 dá para tirar ser interpretado de forma tal que permita a Coordenaçao Nacional tirar uma resolução flexibilizando a associação sem a condicionante de não estar filiado a outro partido, enquanto não houver registro efetivo no TSE.

O que for juridicamente mais fácil de sustentar ante a eventualidade de partes interessadas - inclusive gente potencialmente lendo isto aqui - querer prejudicar a associação de alguém, por desafeto pessoal a uma pessoa ou outra.

KBP

Kristian Brito Pasini Mon 22 Oct 2018

Minha análise crítica para justificar essa nova postura do partido, resgatando a memória do início da formação entre 2012 e 2014 é a seguinte:

TL;DR

Entre 2012 e 2014 estávamos imaturos e com programa fraco, logo precisávamos ser mais rigorosos com pessoas que entravam com toda sorte de pensamento e ideologia, para amadurecer um pensamento coletivo, antes de fazer incursões na vida política eleitoral. 2013 mudou a conjuntura política. A situação mudou, precisamos mudar, colocar a cara no mundo e buscar SIM as candidaturas em outros partidos.

Textão:

Até 2014, o Partido estava num processo delicado de consolidação programática, de muita atividade e pouca maturidade, período durante o qual existiu real risco de sequestro da legenda por forças políticas alheias ao corpo de associados (nunca esqueçamos que o Juliano Torres, financiado por Think Tank libertário dos EUA, só fundou o MBL depois de fracassar com o Liber e em seguida pensar em usar o PIRATAS de hospedeiro e fracassar de novo). Foi um período durante o qual muitos conflitos aconteciam - para além de questões de relacionamento entre membros - pela mera deslegitimação de opiniões diversas por estas "não serem piratas", algo que dificultava MUITO a vida do partido ao pautar uma diversidade de temas. Fora isso, fomos trespassados no meio desse período pelas jornadas de Junho de 2013, quando muitos de nós estávamos dedicados às ruas (inclusive eu dei encaminhamento de atividades da Secretaria Geral de dentro da Ocupação na Camara Municipal de Salvador), o que balançou o foco do Partido e mudou toda a conjuntura política do país.

Essa foi a razão central que balizou irmos até a Assembléia de Curitiba sem permitir apoio a nenhuma candidatura em outro partido ou qualquer tipo de aliança, posto que o fundamental era consolidar ANTES nossas cláusulas pétreas ("18 leis piratas") e o programa ampliado. Pela mesma razão houveram sanções àqueles que desrespeitando a Assembleia apoiaram o PSOL em SC.

Só que depois desse processo, era o momento de lamber as feridas, superar as divisões temáticas mais rudimentares, e colocar a cara no mundo, tornar o partido mais acessível e mais inserido na vida real do país. Isso não aconteceu pela sequência de conflitos internos que se sucederam, a começar pelo caça-às-bruxas no início da gestão seguinte e sumiço e omissão de diversas pessoas com cargos eleitvos.

Agora tudo mudou, a conjuntura política nacional e internacional mudou, o movimento pirata mudou e temos que mudar junto, já com alguns anos de atraso, embora importantes ajustes tenham acontecido no sentido de deixar o partido mais aberto e libertário. Mesmo reconhecendo erros e defeitos na primeira gestão, reitero e defendo o rigor adotado à época, pois a situação demandava.

Temos agora que entender como viabilizar essa nossa inserção real na política nacional. De nada adianta se anunciar partido e insistir em continuar existindo e não conseguir ao menos arranhar o tecido político nacional com incursões reais, independente de se conseguiremos ou não coletar as assinaturas.

KBP

Kristian Brito Pasini Mon 22 Oct 2018

Agora, quanto a proposta em si:

TL;DR

1) Podemos dicutir com tempo os detalhes, mas precisamos rapidamente criar as condições de forma a permitir que os piratas possam se filiar a outros partidos localmente sem sanções, pois estabelecer esses vínculos leva tempo.

2) Mínimo de 5 pessoas para candidatura coletiva e com vinculação obrigatória a cargo eletivo de diretório é complicado, especialmente em cidades com salário de vereador mais baixo. Surgiro o mínimo de 3 para candidatura coletiva.

Textão:

1) Temos bastante tempo para debater em detalhe os termos mais específicos dessa idéia até 2019, mas um aspecto FUNDAMENTAL para essa proposta não tem esse tempo todo: candidaturas não são formadas completamente à revelia dos partidos hospedeiros e nem só em cima do prazo valsaremos com nossas candidaturas para dentro dos partidos, não funciona assim. Precisamos O QUANTO ANTES, EM CURTO PRAZO viabilizar a inserção efetiva dos piratas nos partidos que nos hospedarão em cada uma das localidades do país, pois a possibilidade de formação de candidaturas depende de nossa capacidade de estabelecer vínculos DENTRO desses partidos nas instâncias locais, caso a caso, com pessoas de carne e osso. E inclusive nessa janela de menos de 2 anos que temos pode acontecer de piratas pularem entre mais de um partido por imprevistos, impedimentos, fusões partidárias, etc, coisas sobre as quais não temos controle. Precisamos encontrar os meios de permitir isso dentro do que o Estatuto permite e o que o caráter deliberativo estabelecido ao Loomio permite conforme a assembléia mais recente, nem que seja tácitamente com o compromisso de dissuadir qualquer risco de sanção duante a próxima assembleia nacional, posto que hoje em dia nada nosso é registrado em sistema oficial do TSE (filiações e prestações de conta), para além de eventuais mudanças em documentos oficiais no cartório. Urge então estabelecer uma relação de partidos aceitáveis e partidos não permitidos e facilitar a inserção de piratas direto nas instâncias locais, posto que ao meu ver estes tem mais chance de criar uma ponte de diálogo com as estruturas oficiais nacionais dos Piratas que o contrário, os membros da Executiva nacional conseguirem à distância e em larga escala fecharem um acordo para depois ir para o caso particular de cada diretório municipal desses partidos hospedeiros.

2) Acho pouco razoável estabelecer como obrigatório o MÍNIMO de 5 pessoas para uma candidatura coletiva e forçar a se estabelecer estes como detentores dos cargos executivos de diretórios locais. Temos que ser menos rígidos, não temos corpo para criar barreiras demais, se realmente queremos nos inserir numa frente eleitoral. Fora que a depender da cidade, o salário de um vereador pode ser qualquer coisa entre 5 mil reais e 21 mil reais, com verbas de gabinete discrepantes também. É inviável numa cidade com salário de vereador de 6 paus fazer um mandato coletivo com o mínimo de 5 pessoas, gente qualificada, que tem carreira, filho, conta pra pagar. E mesmo que com a verba de gabinete dê para pagar um salário digno para todos como assessores, ainda assim, do ponto de vista da identidade e comunicação, firmar a imagem de 3 pessoas pode ser mais factível que 5 numa candidatura popular e com pouca grana, são muitas as circunstâncias que podem levar a não conseguir fechar com pelo menos 5 pessoas. Acho mais razoável, se a idéia é obrigar a ser candidatura coletiva, a estabelecer um mínimo de 3 pessoas, sem obrigatoriedade de compor cargo executivo em diretório.

LC

Leandro Chemalle Sat 27 Oct 2018

Apenas sobre a quantidade de pessoas, quando fiz a proposta não pensei em a candidatura ter no mínimo 5 membros mas que o O DIRETÓRIO esteja formado e formalizado e para o diretório o minimo são 5 piratas com mandato. O mandato é diferente do diretório embora na maioria dos casos acredite que serão idênticos. O objetivo maior do projeto de candidaturas de 2020 é trazer militantes nas cidades para o movimento pirata, que eles não fiquem apenas vinculados ao candidato que estejam apoiando.

B

Bemfica Mon 22 Oct 2018

Algumas considerações e esclarecimentos:
1. Eu sou totalmente contra essa ideia de se inserir na lógica eleitoral. Já era contra ter a coleta de assinaturas como prioridade antes, e sou contra ter candidaturas em outros partidos agora. Primeiro porque eu não acho que a gente ganha algum diferencial se inserindo eleitoralmente, pelo contrário, perde pontos com uma boa parcela do pessoal que poderíamos dialogar (tipo anarquistas mais puristas nesse aspecto), segundo porque acho que na atual conjuntura a gente tem muitos outros problemas a se resolver politicamente por fora das instituições, eu não quero fortalecer o tipo de cultura política que se foca em uma oposição parlamentar muito pequena a um eventual governo Bolsonaro, ignorando que a situação demanda enfrentamento enfático, não fomos nós que trouxemos a violência para a arena do debate, mas precisamos levar em conta que ela está colocada e instituir os meios de resistência de acordo com isso. O grupo formado por REDE, PSOL, PT, PC do B, PDT e PV (e mais alguém que apareça pra se juntar a essa galera no Congresso), caso o coiso ganhe, vai fazer o mesmíssimo papel que o MDB fazia na época da ditadura: legitimar uma falsa pluralidade política em um governo marcadamente de exceção. Todavia, esse posicionamento é uma questão particular minha, eu vou tão somente me posicionar nesse sentido (e votar me baseando nisso, se houver alguma proposição sobre o tema), não é algo que eu vá tentar boicotar ou implodir o debate sobre;
2. A decisão de tornar o Loomio ferramenta de deliberação oficial foi feita na II Anapirata, que aconteceu em 2016 em São Paulo, mas não creio que isso tenha instituído uma mudança estatutária. O problema central é que alterar o Estatuto demanda publicá-lo novamente no DOU, o que demanda uma grana que nós não temos e ainda existe o perigo de fazer a regra do tempo máximo de 2 anos para entregar as assinaturas começar a valer pra gente. Além dessa decisão sobre o Loomio, que foi votada (e acho que consensuada, inclusive), ficou-se de se criar um "regimento interno", mais simplificado, que abordaria algumas questões que estão faltando no Estatuto. Até onde me consta, esse regimento (que é outra coisa, diferente do regimento de votações pelo Loomio) não foi feito. A formalização de que o Loomio seria a ferramenta oficial de deliberação seria incluída nesse regimento, por uma questão de conveniência, mas como foi uma votação separada na Assembleia, não é algo que dependa desse regimento para existir;
3. Existem algumas pessoas que eram associadas ao partido e se filiaram a outros, particularmente agora consigo me lembrar do Well e do Cisneiros, de Recife, que foram para o PSOL, mas quase com certeza há outros casos;
4. Bati o olho nesses dois aí de cima quando estava vasculhando a lista de pessoas associadas (e de desassociadas também) para fazer algo que há muito tempo está em aberto, e é altamente necessário se queremos ter um projeto de ampliação do partido nos próximos dois anos: trazer de volta pessoas que se afastaram. Eu tenho uma lista, posso colocar ela numa planilha e postar o link aqui, porque em suma eu tenho uma metodologia por sugerir:
Etapa 1: cada pessoa daqui vai na lista do Taiga e adiciona na planilha gente que acha que está faltando;
Etapa 2: discute-se caso alguém tenha objeção a algum nome citado, até geral chegar num consenso;
Etapa 3: com a lista final, separam-se os nomes que cada pessoa vai procurar, por já ter tido alguma afinidade, por proximidade geográfica, essas coisas. Se sobrar alguém, a gente sorteia quem vai falar com esses nomes que sobraram. A ideia também é não sobrecarregar ninguém nessa tarefa, então tem que ter mais ou menos um balanceamento. Coloca-se um prazo para falar com essa galera, e cada pessoa decide que metodologia usar, mas podemos traçar umas linhas gerais de conversa pra já ir ajudando.

Acho que isso se faz necessário porque é preciso arrumar a bagunça de casa antes de querer arrumar a bagunça do mundo, e a nossa casa passou um furacão metafísico dentro dela.
Já deixo de proposta uma reunião pra semana que vem à noite, eu particularmente prefiro que seja já no dia 29 pra gente não perder o timing da coisa: se for pra gente planejar com alívio pelo Haddad ter sido eleito e nós podermos ser oposição, que façamos isso; se for pra planejar com medo do governo Bolsonaro, que façamos isso também. Vou deixar um ou dois dias mais a discussão rolando aqui e daí crio uma proposição com as datas de reunião, ok?

B

Bemfica Mon 22 Oct 2018

Achei ótimo que a minha memória tá boa e eu e o @wilcal postamos sobre o ponto 2 ao mesmo tempo, mas ele com as referências que eu tive preguiça de ir atrás rs

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

algumas pequenas réplicas Bemfica, só pra não deixar passar
1. caguei pros puristas, aliás o âmago dessa proposta é exatamente cagar pros puristas
2. Não tem enfrentamento contra Governo assim, no máximo resistência. E resistência num momento de histeria política como esse implica pra mim em fazer todo mundo sentar e conversar

B

Bemfica Mon 22 Oct 2018

Sobre o ponto 1, a minha preocupação é o quanto isso vai afetar - com razão - a imagem do partido perante a grande parcela da população que se sente desconfortável com a política institucional. Juntando brancos, nulos e abstenções, você tem quase 30% do eleitorado, e eu acho que é pra ganhar o apoio dessas pessoas que a gente precisa pensar política. Senão a gente entra na mesma lógica básica dos outros quase 40 partidos eleitorais que já existem, ressalvadas as diferenças ideológicas. Fosse numa outra situação política, de mais estabilidade, eu nem dizia nada, como nunca fui muito firme na questão da coleta de assinaturas (simplesmente nunca ajudei, pontuei os motivos pelos quais não fazia isso e morreu aí a questão).
Sobre o ponto 2, se tu quer chamar de resistência, que seja, acho que, ressalvada uma ou outra diferença tática, a gente tem mais ou menos a mesma ideia do que precisa ser feito. Mas nesse âmbito, inclusive concordando com o que tu diz, eu acho que a gente precisa pensar agora é simples: esse enfrentamento/resistência vai se dar em conjunto com outros agentes políticos atuantes, com militância já estabelecida (e com novas pessoas que se juntarão à militância nesse momento crítico para defender uma saída democrática) notadamente no campo das esquerdas. O que o Partido Pirata pode acrescentar, a priori numa questão tático-estratégica, e num segundo momento para colaborar com um projeto de país? Qual o nosso papel além de numérico, o que temos a adicionar que outros grupos dentro desses agentes políticos atuantes e dessa militância já estabelecida não possam fazer em nosso lugar? Literalmente há anos eu venho falando da oficina de comunicação segura, isso é algo que todo o mundo vai precisar e que nós precisamos fomentar. Fazendo uma análise bem rápida, grosseira e com pouquíssimo embasamento (leia-se "quem curtiu meu post do Facebook que eu pedi para curtir se tivessem interesse na oficina") eu tenho gente de pelo menos 9 estados, de mais grupos políticos do que eu tive paciência para contar, que acharam a ideia minimamente razoável. O fato do Fora do Eixo usar Telegram e do PSOL combinar suas ações de campanha por WhatsApp e Facebook mostra que essa cultura de segurança da informação é um diferencial da gente, quase inexistente em outras organizações (salvo a galera que usava XMPP pra combinar pagamento de propina, procurei uma matéria sobre o assunto mas não encontrei). Mas isso é só uma das inúmeras ideias que podemos pontuar. Então sim, eu acho que tem que todo o mundo sentar e conversar, tanto internamente quanto externamente, só acho que o prospecto de fazer isso tão somente pra pensar campanha coletiva de vereador enquanto tem no poder um filhote de Chávez com Erdoğan é desanimador.

B

Bemfica Mon 22 Oct 2018

Todo dia o Wilson escrevendo 2 linhas e eu respondendo 80 :confused:

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

resumindo o debate que tive outro dia no telegram com o pessoal e que voce abandonou. A gente precisa parar de ficar nesses esquemas mega-maquiavélicos de grandes projetos em caráter nacional que nunca serão realizados porque não temos gente suficiente pra isso e ter gente suficiente pra isso implicaria em ter uma grande estrutura nacional que dentro da atual conjuntura seria envolver com um monte de estrutura corrompida e longe dos nossos ideais. Entende o paradoxo e porque a gente nunca saiu do lugar?

Então no lugar de Maquiavel vamos pensar mais Proudhon e pensar em tocar projetos locais, fazer oficinas e iniciativa locais, ou desenvolver algum material web aqui mesmo, mas parar de anunciar de grandes iniciativas que serão tocadas por outros que não nós mesmos e por isso não saem do lugar. O raciocinio tem que ser menos de grande empresa e mais de startup, onde todo mundo tem que fazer de tudo um pouco, começar pequeno e andar rapido

Sobre 1. Eu não sei o que voce chama de grande parcela, a maioria das pessoas ta cagando pra política e quer que a eleição termine logo

sobre 2. Eu posso pelo menos falar por mim. O que da pra acrescentar de novo é que somos pessoas novas, com uma perspectiva nova, falando com um bando de velhas estruturas e com cabeças de velho. Nessas eleições, por exemplo, eu percebi que todo mundo do mundo político lê os textos do nosso site, até por um paradoxo da democracia liberal - é um governo que todo mundo decide pelo voto, mas que na prática o numero de pessoas que toma decisões relevantes é extremamente reduzido, então nós nos tornamos uma espécie de literatura especializada que todo mundo consulta pra ver as "novas tendências". A falência que o sistema político apresenta hoje não é uma falência moral, mas uma falência de métodos

Ou seje, ninguem desgosta da gente, estamos no século XXI, toda a economia ta se ajustando nessa direção, enquanto o governo tem métodos do século XX e quem ta no poder tem cabeça do século XIX.

E no meio disso tem uma galera de ex-querda que continua lendo Trotsky ou algum pensador do século XIX achando que isso vai dar pistas pro futuro

Então qual é o diferencial dos PIRATAS? Profanação. Podemos continuar tendo liberdade por sermos pequenos, falar mal de todo mundo, considerar que nada na política é sagrado demais pra ser falado e comentado e as pessoas vão continuar nos achando fofos por estarmos fazendo isso

B

Bemfica Sat 27 Oct 2018

Só fazer o desagravo aqui, abandonei o Telegram pelo mesmo motivo que quase todas as mulheres e LGBTs abandonaram: tava um negócio tão tóxico e que roubava tanto a produtividade que não valia a pena o gasto de tempo e saúde mental.
Aí nos outros pontos: quando tu fala que as pessoas tão cagando pra política a minha preocupação é justamente mudar isso, e eu concordo quando tu coloca que a solução é fazer mais coisas a nível local. O que eu acho é que existe a necessidade disso apontar para um horizonte de escala maior, não precisa necessariamente ser agora, mas eu sou daquela galera mais alarmista que milita sempre lembrando que a gente tem uns 30 anos ou menos pra resolver o problema do mundo ou a humanidade está fadada à extinção porque o colapso ambiental vai ser irreversível (eu tou no grupo otimista, vale lembrar: o grupo pessimista acha que esse ponto já passou tem umas décadas). Então pra mim essa necessidade de ter algo maior em mente não é uma questão maquiavélica ou megalomaníaca, é um entendimento político mesmo. Na verdade, ações pontuais eu pessoalmente conheço dezenas de pessoas que realizam, o problema é outro: como tem na página 2 da tua tese sobre o pacto federativo, a militância vive num aspecto descentralizado, mas ainda não distribuído. E mesmo assim nem tão descentralizado, porque mesmo a descentralização implica em uma certa conexão entre os pontos (tou ignorando a hierarquização fraca desse modelo porque ela é indiferente pro meu argumento), e na verdade o que você tem muitas vezes são vários desses nós que não se interligam, ficam só lá, agindo localmente, causando um impacto importante porém com potencial limitado pelo isolamento. E daí, infelizmente sim, vai cair nessa ideia que tu coloca de "coisas pros outros fazerem", mas não no âmbito de eu definir algo e outras pessoas executarem, mas sim de trabalhar uma consequência básica do preceito "mais pirata que partido", que é a de identificar essas iniciativas que já existem e correspondem aos ideais que nós defendemos e articular entre elas para potencializar pela conexão, com o horizonte de ter um sistema distribuído de iniciativas com valores presentes no nosso programa. O diferencial do "mais pirata que partido" (pegando aí a questão que é prática, porém não teórica, dos partidos, que é de que eles costumam se colocar hierarquicamente acima de outros tipos de organização política) é justamente esse de que a gente tem uma certa liberdade de chegar de pára-quedas nesse tipo de iniciativa porque nosso objetivo não é, nunca foi, e eu espero que nunca será, cooptar essa militância, mas sim ver o que podemos fazer para ajudá-la a realizar seu potencial total por meio das interconexões. Se você for ver, essas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular foram uma maneira de tentar fazer isso, mas permanecendo na lógica século XIX da esquerda institucional. Não tou dizendo que a gente deva achar que vai ter tão cedo (ou at all) a dimensão de uma frente dessas, mas sim que há a possibilidade de trazer dois elementos novos para essa ideia que vão nos abrir muito mais portas e garantem o nosso diferencial: a não interferência na autonomia dessas iniciativas, e o poder da tecnologia de ajudar essas pessoas.
Embora eu não discorde do que tu fala a respeito do nosso diferencial, tu tá colocando ele em relação a um modelo de organização política que eu, na medida do possível, só levo em consideração a existência quando tou tretando com essa galera em espaço de movimento estudantil (e, nessa conjuntura de merda, quando tou em espaços contra o Bolsonaro, tendo que dialogar com gente que eu conheci quase saindo na porrada uns 5 ou 6 anos atrás). Esses modelos de partidos do século XX, ideologias do século XIX, instituições nascidas no século XVIII, não me interessa no cotidiano. Pra vocês que têm perspectiva eleitoral pode interessar, e eu não tou julgando isso, o que eu tou querendo dizer é que, na minha visão, a gente consegue propôr algo que consiga dialogar com esses grupos aí que interessam a vocês, e com esses grupos que eu falei que me interessam (e que interessam a muitas outras pessoas também que são ou já foram do partido, lembro que a Fabi era bem envolvida nisso, que o Desci constrói a militância dele muito nessa vibe, que o Bucaneiras inteiro conseguiu fazer mais mobilização com essa mentalidade que o resto do partido inteiro com a mentalidade institucional, e por aí vai), tudo de uma vez só, com uma estratégia única e escalável. Vamos ter que quebrar a cabeça um pouco pra conseguir, mas vai dar certo eventualmente. A ideia dos mandatos coletivos, por exemplo, é uma boa opção nesse sentido.

B

Bemfica Sat 27 Oct 2018

Como eu sei que ninguém vai ler o comentário acima todo, tou fazendo um outro só pra avisar que tou abrindo agora a proposta pra reunião na segunda à noite. A votação vai até segunda à tarde.

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

Só pra formalizar o resultado do debate que tive com o Galdino esses: a proposta então seria manter o Partido Pirata como uma entidade não eleitoral, ao menos por enquanto, manter o aspecto de think tank e que funciona juridicamente apenas como uma associação, essa associação apenas validaria determinados mandatos coletivos que teriam atuação local, divulgaria eles no momento da eleição e depois seguiria a natureza de cada um por si

Pra isso o ideal era ao menos conseguir abrir a conta bancária associada ao CNPJ, porque senão a gente vai continuar com a mão amarrada e não vai poder organizar eventos próprios, usar o bitcoin que ta enterrado e nem conseguir receber doações direito. O puto do juliano e o Daniel não mexeram um puto pra ver isso apesar de eu ter falado disso varias vezes, mas acho essencial pra gente ter um minimo de autonomia e continuar não sendo apenas um site cujos custos são mantidos por terceiros

B

Bemfica Mon 22 Oct 2018

Sobre esse primeiro ponto, eu acho que seria interessante a gente avançar naquele debate que já ficou bem encaminhado na Anapirata de criar uma Federação Pirata ou algo do tipo, até pra fins burocráticos, e deixar a "entidade" Partido Pirata na geladeira.
Sobre o Bitcoin tu sabe que, infelizmente, muitas vezes as coisas só caminham por aqui com puxão de orelha em público. É algo que precisamos resolver também (e algo que as mulheres do partido reclamaram 3823489203948 vezes até desistirem)

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

sim, o debate sobre mandatos coletivos NECESSARIAMENTE inclui formalizar os detalhes sobre a federação mesmo e determinar até que ponto esses coletivos podem ter ou não autonomia.

Eu tenho algumas ideias nesse sentido pra poder formalizar isso, mas prefiro discutir isso em brainstorm numa reunião junto com todo mundo

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 22 Oct 2018

Acho excelente ideia mas não quero pelo menos abandonar a ideia do hackeamento eleitoral. Vamos conversar dia 29. Recebi convite para me filiar democraticamente ao PDT, que estou avaliando, através do deputado Túlio Gadelha que está abrindo possibilidade de pautas nossas irem para o congresso.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 22 Oct 2018

A candidatura coletiva aqui em PE defendo ainda que poderia ser pelo PSol devido a ter piratas já filiados lá e que já foram candidatos em 2016 a vereador. Minha filiação democrática ao PDT é mais para inserir pautas nossas por lá através dos mandatos do Túlio e espero da Tabata Amaral de SP.

WC

Wil Cavalcanti Mon 22 Oct 2018

Interessante. Um amigo meu do ensino médio foi professor da Tabata (no Ensino Médio tb), seria interessante coordenar um encontro com ela por aqui pra conhece-la, repassar e discutir com ela nossas propostas e de quebra mobilizar um pouco mais o coletivo de SP. Vê ai se rola algo assim.

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 22 Oct 2018

Também acho uma boa.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Aqui em Salvador o presidente do PDT municipal também já me procurou algumas vezes me convidando a me filiar e ajudar a renovar as idéias, sabendo já que sou do Partido Pirata. Só não tenho por aqui uma Tábata nem um Túlio favorecendo de forma mais explícita uma filiação democrática, mas o pessoal daqui da capital se mostra bastanre favorável.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Quanto à listagem de partidos com os quais qualquer tipo de vinculação não será permitida:

Se formos puristas demais nessa análise não libera partido algum, pois todos tem contradições grandes entre uma localidade e outra.

Acho que precisamos estabelecer um critério nacional de base de quais partidos não serão admitidos, e daí em diante em cada estado/cidade os coletivos locais deliberam adiante quais partidos dentre os permitidos não seriam aceitáveis, considerando a conjuntura local.

Por exemplo:
Em PE o PDT e o PSOL talvez fossem partidos aceitáveis, mas de jeito nenhum o PSB, por tudo que acompanho da política de lá. Aqui na Bahia o PDT, PSB, PSOL seriam aceitáveis, mas não o Rede ou PV. E por aí vai.

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

pra mim essa também deve ser uma questão localista e dinâmica que deve ser decidida no tempo e no espaço de acordo com cada localidade e de acordo com cada coletivo. O critério não pode ser esse mesmo

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Excluídos os PSL, PSC, PRB e outros mais que estão no limite do absoluto desrespeito ao que há de mais fundamental em termos de Estado Laico, dignidade da pessoa humana, liberdades civis, o resto por mim fica pra esfera local.

D

Diego Tue 23 Oct 2018

Qual a necessidade de manter a associação ao partido pirata ao mesmo tempo que a filiação em outro partido?

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Como assim "necessidade"? Não é óbvio?

Você quer poder votar numa deliberação do partido pirata, numa tomada de posição coletiva? Você tem que ser associado. Você não pode chamar aquele seu tio que vota em bolsonaro, botar ele aqui pra dentro, e mandar ele votar.

Filiaçao em outro partido: Sem haver uma "filiação democrática" a outro partido você não consegue lançar uma candidatura em 2020.

D

Diego Tue 23 Oct 2018

Não tinha sequer imaginado essa situação da pessoa se candidatar por um partido e continuar participando das decisões aqui.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Acho que tu não entendeu então: Isso é JUSTAMENTE algo novo que está sendo trazido para ser debatido. Relê o tópico.

D

Diego Tue 23 Oct 2018

Reli o tópico e os comentários. Fiz a pergunta anterior porque não entendi o que para você era óbvio.
Eu assinei a ficha de apoiamento, doei para publicação do estatuto, finalmente me associei e participei da anapirata e virei voluntário do gti com objetivo de construir uma alternativa independente.
Consigo até compreender que algumas pessoas entrem em partidos nos quais podem se candidatar ao invés de esperar um improvável registro do piratas, mas essa associação institucional com partidos tradicionais não faz sentido pra mim.

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

Associação institucional realmente não faz sentido mesmo, por isso que a gente precisa discutir um modelo em que determinados mandatos coletivos possam ser feitos com outros partidos, mas que essa relação não seja direta

Entre uma das coisas que coça minha cabeça com o comentario do Diego é o seguinte: não tem como uma futura coordenação dos Piratas ser eleita e esse coordenação ser composta por pessoas filiadas a outros partidos

Ai eu preciso entender exatamente como funcionam esse candidaturas democráticas ai, porque o objetivo é a gente consiga desenvolver um modelo em que não haja esse vinculo insitucional direto entre a direção do Partido Pirata e esses mandatos coletivos ai

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

deixa eu reforçar esse último ponto de outra maneira

Não há como a direção do Partido Pirata ser composta por pessoas que saiam CANDIDATOS por outros Partidos

Simplesmente não há como manter a isenção da instituição assim e ao mesmo criar um vinculo com esses mandatos coletivos semi-independentes

Como eu já disse, saio da direção do Partido no final do ano, até porque é importante que haja alternância de cabeças e ventilar as ideias, o que vocês que estão demonstrando interesse podem fazer é assumir a coordenação até 2020, mas tem que se comprometer a sair da coordenação caso queiram sair candidatos por outros partidos em 2020 (e isso se eu realmente entendi esse rolê de candidatura democrática)

Acho que esses pontos tem que ser discutidos na reunião e conto com a presença do Diego e demais partes discordantes pra gente gerar diversidade e amplitude no debate

RGD

http://www.esquerdadiario.com.br/O-que-e-filiacao-democratica-e-por-que-o-MRT-recorre-a-ela

Resumindo: A filiação é em outro partido.

Não vejo diferença alguma em montar uma associação para a discussãode temas ou votar em uma bancada temática com outros partidos.

Só como um atestado de jogar a toalha.

No formato atual o CNPJ dos Piratas faz o que? Recebe verba de fundo com cláusula de barreria? Pode acionar o STF? Faz o que de bom?

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

atualmente o CNPJ não serve pra nada. Ele poderia servir pelos motivos que eu já expliquei antes: é um CNPJ de uma associação que tem a mesma legislação que outras entidades sem fins lucrativos e consequentemente recebe uma série de isenções de impostos, mas não há como fazermos algo por ela SE NÃO CONSEGUIRMOS ABRIR UMA CONTA BANCÁRIA

Então na pratica todos os custos da associação, que são poucos, servidor e caixa postal, estão no nome de terceiros.

Não recebemos fundo partidário e nem podemos acionar STF, isso é tudo pra partido formalizado.

Criar uma associação privada pra discussão de temas apenas iria criar um CNPJ extra e com um agravante: essa associação teria que ficar registrada no nome do presidente da associação que se tornaria consequentemente sua dona

Por isso eu acho que não da pra gente querer descartar a importância da gente poder usar esse CNPJ, até porque pelas novas regras de endurecimento que o TSE criou pra dificultar novos partidos, Novos partidos precisam ser criados em no máximo 2 anos ou perdem o espaço pra se formalizarem....

então por mais que o CNPJ não sirva pra nada mais atualmente do que ter que declarar IR todo ano, ele poderia sim ser utilizado como uma plataforma de discussão de temas e debates de natureza democrática, pois permitiria que novos coordenadores e novas ideias pudessem ser veiculadas a cada 2 anos... tudo isso sem que tenha que se abandonar a perspectiva de um dia conseguirmos formaliza-lo quando as coisas se organizarem ao mesmo tempo não cortando o barato de quem tenha interesse de se candidatar no curto prazo

Além disso, eu não sou contra diálogo com outros partidos, não faz sentido ter um partido que não dialogue com outros elementos da sociedade, mas precisamos ter cuidado pra não criar vinculos institucionais que não comprometam a nossa independência institucional no longo prazo

Eu sei que a maior parte das pessoas ta fazendo planejamento pensando sempre no curto prazo, tipo 2 a 5 anos. Mas percebam que to tentando me preocupar com o longo prazo, 30 anos pra cima... e que possamos fazer o que esteja ao nosso alcance nesse meio tempo pra entregar algo minimamente decente pra proxima geração que vai vir depois

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

A gente pode discutir o modelo que quiser, mas quem quiser sair candidato PRECISA estar, para todo efeito INSTITUCIONAL, filiado a outro partido, conforme a lei brasileira estabelece, registrado no TSE, a pessoa precisa constar no Filiaweb como filiado ao partido hospedeiro. Qualquer acordo interno entre as partes é isso, um acordo privativo.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

E vou reiterar o que escrevi em outros textos nessa thread, que acho que não leram: Não existe como, sentados em torres de marfim, descer de nossas torres só às vésperas da eleição valsando e falar: Partidos X e Y, estamos prontos, recebam nossos candidatos e os filiem.

Essa construção demanda que PRA ONTEM pessoas SE INSIRAM em certos espaços de participação democrática nesses partidos, eventualmente se filiem LOGO e façam um trabalho de feijão-com-arroz de estabelecer vínculos, criar pontes, marcar terreno. Até porque podem precisar transitar por mais de um partido nesse processo. Não somos ninguém de expressão, é diferente uma Marina Silva sentar com um Eduado Campos para ingressar no PSB temporariamente com seu grupo inteiro, e a gente, zé-ninguéns, entrar botando banca. Precisamos ser menos burocratas e mais hacker nisso.

RGD

Para deixar claro então, me corrija onde pertinente.

O CNPJ que temos não traz nenhum dos benefícios juridicos/políticos/financeiros de um Partido (por enquanto)

Uma metodologia proposta para lidar com essa situação é a filiação em outros partidos. (Por enquanto)

Filiação essa onde torcemos para que a pessoa candidata não abandone o barco e siga os preceitos e regras dos Piratas, regras essas que filiados sem nenhum comprometimento formal (ou enforced) estabelecem. (Tendo em vista a baixa adesão em votações recentes em assuntos relevantes como a regra do loomio).

Então temos uma estrutura jurídica sem muitas vantagens, com participantes vinculados quase que informalmente e que na hora em que eles discordarem de algo é só saírem ou serem cooptados.

Qual a vantagem para a organização uma relação dessas?

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Amigo, se você está preocupado com debandada de pessoas para outros partidos e quer fazer algo a respeito, volte 4 anos na história do partido. Do que adianta querer curralizar um partido inócuo e inoperante no tecido social brasileiro?

Se você quer ir e fazer uma organização nova anarquista, autonomista, pirata, vai lá e faz, amigo. É só ir lá fazer. Precisa de decisão de ninguém não. Fica só esse punhado de gente que tem aqui, batendo testa e escrevendo artigo, e se basta nisso.

A vantagem é evidente. Não temos capital financeiro, não temos capital cultural em nossa sociedade, não temos capital humano. Buscar meios de fomentar ao menos um pouco de capital político pode ajudar a mobilizar ALGUMA coisa.

O que lascaria conosco seria uma adesismo maluco a um partido e de maneira verticalizada, como se fôssemos uma tendência de um partido, esvaziaria nossa contrução programática, que é o pouco que temos. A idéia é manter nossa autonomia enquanto organização POLÍTICA e viabilizar incursões ELEITORAIS em outros partidos.

Ficar do contra por ficar do contra é fácil. Sair da elocubração teórica e fazer algo de significativo é um pouco mais complicado.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Renato, quer uma dica: Lance uma nova postagem com a GRANDE SOLUÇÃO que propõe para resover em definitivo todos os problemas, tome a frente e mobilize suas bases e capital político pra isso, que tal?

RGD

Estou na etapa de perguntar e buscar dados, para respostas simples basta dizer que uma autocracia iluminada será a solução de tudo. Tá funcionando nacionalmente, talvez funcione pro partido também.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Quando você chegar na etapa de propor alguma coisa você me marca na postagem então, beleza?

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

"O CNPJ que temos não traz nenhum dos benefícios juridicos/políticos/financeiros de um Partido (por enquanto)

Uma metodologia proposta para lidar com essa situação é a filiação em outros partidos. (Por enquanto)

Filiação essa onde torcemos para que a pessoa candidata não abandone o barco e siga os preceitos e regras dos Piratas, regras essas que filiados sem nenhum comprometimento formal (ou enforced) estabelecem. (Tendo em vista a baixa adesão em votações recentes em assuntos relevantes como a regra do loomio)."

Eu vou ignorar a parte do CNPJ, parece que eu to falando sozinho aqui

eu não sei que tipo de comprometimento formal você espera, já que mesmo supondo que tivessemos toda a estrutura de Partido formalizada não haveria nenhuma garantia de que os filiados seriam fieis aos principios que eles mesmos defendem, que é o que inclusive frequentemente ocorre em um Partido, que tem sempre uma natureza orgânica

Em outras palavras, burocracia e contratos escritos em sangue não garantem fidelidade nenhuma e estou apenas pensando em criar mecanismos institucionais que criem um hub com coletivos locais independentes, mas que ao mesmo tempo preservem a nossa integridade e autonomia programática

Dito isso, um bom jeito de mensurar a capacidade das pessoas em honrarem suas palavras é algo que só pode ser feito analisando o histórico delas

E nesse caso o Kristian tem certamente muito mais moral pra gente dar um voto de confiança pra ele liderar um processo ou um coletivo por tudo que ele já fez e construiu no Partido Pirata, simples assim

B

Bemfica Sat 27 Oct 2018

Não desprezando a urgência de construir alinhamento com partidos caso seja essa visão de filiações democráticas prevaleça, mas é necessário antes disso - e talvez esse pós-eleições seja o momento chave para fazer isso - construir um sentimento de pertencimento à atual organização pirata (que nesse momento se chama Partido Pirata, mas deve-se trabalhar, na minha concepção isso pode - e deve - ser revisto e aprimorado), senão corre esse risco de rolar uma debandada e, em vez de fortalecer o Movimento Pirata, o resultado vai ser o inverso: vamos pulverizar nossa pouca militância em organizações diversas e dificultar o debate e alinhamento que, de maneira precária, sim, mas contínua (desde 2009, talvez um pouco antes) nunca deixou de existir.
Eu acho que tenho uma proposta de consenso, mas para isso preciso de informações que não tenho agora e a dor de cabeça que me persegue há semanas não me deixa com paciência pra ir atrás (mas se eu conseguir achar minha conhecida que compôs candidatura coletiva aqui no Ceará eu pergunto pra ela). Minha questão é a seguinte: mandatos coletivos existem na prática, mas não na teoria.
Pegando um exemplo que foi eleito, o Juntas pelo PSOL/PE: http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2018/2022802018/PE/170000607370
Nem a foto da candidatura é do mandato coletivo, conforme a legislação que o TSE segue. Então eu não acho que pra estabelecer um mandato coletivo seja necessário todas as pessoas dele estarem filiadas ao partido, porque é uma situação que corre à margem da lei eleitoral, abrindo brecha para essa atuação dentro de um mandato, mas sem filiação.
Nesse sentido, existem algumas situações mais fáceis de criar: se existirem uma ou duas pessoas já filiadas a esses partidos, como existe em PE por exemplo tanto no PSOL quanto no PDT, que estejam em diálogo constante com piratas, defendam nossas pautas e se disponibilizem para capitanear em termos formais a candidatura (ter a foto e o nome no registro do TSE), acho que dá pra jogar uma proposta de mandato coletivo sem que ninguém precise se filiar. É algo que precisa começar a ser costurado em curto ou médio prazo, não acho que o melhor momento seja agora (ainda precisamos avaliar como vai ficar a conjuntura do país), mas daqui pro final do ano a gente pode ir conversando com essa galera. Jogando por puro achismo, eu creio que esses mandatos coletivos (ao menos os estaduais e federais, que requerem presença diária, os municipais são um pouco mais light e talvez não precisem dessa estrutura formal) funcionam com o resto da galera do mandato coletivo se empregando em assessorias da pessoa eleita. Na real, inclusive, eu sei que o mandato do PSOL na AL daqui já funciona desse jeito: o Renato Roseno é só a cara pública da coisa, mas as decisões no gabinete são tomadas de forma horizontal (exceto pelas hierarquias mais subjetivas da organização interna do partido, que daí já não sei dizer em detalhes). O que eu não sei é se há uma exigência que essas pessoas nas assessorias do mandato sejam necessariamente filiadas na mesma coligação. Se não houver necessidade, a minha ideia é concretizável. Se precisar ser do partido ou da coligação, aí fodeu e vocês podem só ignorar tudo o que eu escrevi rs

D

Diego Tue 23 Oct 2018

Eu discordo do @wilcal sobre a necessidade de pensar pequeno e as limitações financeiras. Se fossem pensar na falta de dinheiro não teria saído o primeiro estatuto. Ao invés disso, foi feita uma campanha que conseguiu mais dinheiro do que o necessário.

WC

Wil Cavalcanti Tue 23 Oct 2018

ai depende do que você chama de pensar pequeno ou pensar grande... pra mim coletar 40 mil reais pra publicar no Diario Oficial ainda é pensar pequeno

Pensar grande é o que o pessoal pensa ao fazer essas grandes campanhas nacionais coordenadas simultaneamente no País todo e que ocorrem em momentos de campanha eleitoral como esse e que normalmente custam alguns milhões (mas que o pessoal nunca pensa em imaginar na pratica quanto custa)

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Existem duas coisas: houve um movimento proativo de coleta de dinheiro, e coletamos com sucesso. Eu estava lá, eu participei disso, eu dei dinheiro também. Levou mais de seis meses para coletar 20 mil.

E esse movimento poderia ter sido ampliado com contribuições partidárias periódicas dos membros, com um sem-fim de soluções. Mas nada saiu do papel, houveram boicotes, impedimentos burocrátivos, enfim. É fundamental sim a disposição de mobilização.

Mas Wilson está certo, 40 mil reais, 100 mil reais é trocado, poeira, quando temos amadurecido o quanto VERDADEIRAMENTE custa dar andamento a tudo. 40 mil reais POR MÊS para um partido num país continental é pouco dinheiro.

Fomos tomando noção da dimensão de tudo ao longo do processo. Exemplo: Sobreviver a um mero processo judicial contra nós, em qualquer vara de justiça no país inteiro. Antes de pagar a passagem de avião do advogado já estaríamos quebrados financeiramente, hoje em dia. Perderíamos à revelia. Agora pensa num partido operante de verdade, que encaminha dezenas desses processos todo mês, em todo o país, com custas e honorários, valores a pagar em causas perdidas e tudo mais. Pensa por exemplo num partido pobre como o PSOL. Pro PSOL 40 mil reais não dá pra nada, um partido pequeno.

Pensa o que custa verdadeiramente para cobrir custos fixos e variáveis, despesas, numa operação num país continental como o nosso. Um milhão de reais continua sendo pouco dinheiro.

Não é querendo desanimar, mas temos que colocar as coisas em perspectiva.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 23 Oct 2018

Ouvi falar que o povo da Unidade Popular, após anos e anos validou até o momento 400 mil assinaturas, com ajuda de pessoas inseridas em lideranças comunitárias em baixos pobres e ultrapopulares pelo Brasil, com ajuda de pessoas do movimento sem teto e sem terra, com ajuda do Partido Comunista Revolucionário - que ESSES SIM (e não Lula kkk) tem relação direta com FARC. Pedindo licença pra milícia e traficante pra entrar em favela, pisando em ovos, tudo isso.

Mesmo no caso deles, quando contabilizado todo o processo burocrático, as vaquinhas, as ajudas de outros partidos, movimento estudantil, as relações mal explicadas com órgãos clandestinos estrangeiros, quando bota na ponta do lapis em termos de recurso estamos falando de um grandessíssimo capital.

Quando não capital financeiro, capital HUMANO, capital POLíTICO. Dezenas de milhares de pessoas inseridas em organizações e movimentos e outros partidos partidos, se você fosse converter tudo isso em cálculo puramente financeiro estamos falando em milhões de reais de investimento e traballho.

O REDE conseguiu com Itaú e Natura pagando a conta. O Novo com Itaú, Santander, Porto Seguro bancando.

Que bom que você não quer desistir, mas e aí? Qual é o plano real para nosso país continental? Quem nos patrocina? Qual o movimento de massa em comunidades serão nossos patrocinadores nas grandes capitais? Quais partidos, sindicatos, movimentos de massa brasileiros são nossos patrocinadores políticos e morais?

SEJAMOS REALISTAS. Na europa movimento jovem e popular de base é mobilizar gente que tem casa, comida, internet de alta velocidade, tem dinheiro para doar e gravitam espontaneamente para movimentos como o nosso, somos a rebeldia de parte da juventude universitária em sistemas de formação de partido muito mais fáceis que o nosso. No Brasil esse mesmo recorte demográfico é dois porcento da população e quase ninguém sequer sabe quem somos. Boa parte inclusive deve votar em Bolsonaro hoje em dia.

Quem nos banca no Brasil com capital - nas dimensões de Pierre Bourdiou - com capital financeiro, capital humano, capital politico, capital cultural, capital midiático? Qual é o plano que vai arrebataer multidões? Sem golpe de frase feita e reclamação vazia que os outros não estão fazendo. Qual é a proposta concreta com COMEÇO, MEIO E FIM que você traz?

Ganhar capital político se inserindo na vida eleitoral através de outros partidos me parece mais realista que qualquer outra coisa porposta até o momento.

D

Diego Thu 25 Oct 2018

Abri um tópico com uma proposta em relação a isso. Fiquem a vontade para tacar pedras (metaforicamente de preferencia).

https://www.loomio.org/d/nJz76lKI/coleta-de-assinaturas-2019

D

Diego Fri 26 Oct 2018

Tava pensando melhor sobre essa proposta e comecei a ver uns pontos positivos. Poderia servir para exercitarmos a democracia líquida através de um possível mandado, usando o loomio ou até pensar numa ferramenta melhor (inclusive para permitir acesso para quem não tem internet). Talvez já houve candidatura com essa proposta mas não sei se alguém foi eleito e conseguiu implantar isso.
Essa e outras práticas baseadas no nosso programa poderiam servir para das uma identidade própria e minimizar a tendência de ser absorvidos pela política tradicional.

WC

Wil Cavalcanti Fri 26 Oct 2018

eu acho interessante, mas precisa levar em conta que não faz sentido o cara se eleger vereador em Recife e a gente querer interferir no mandato dele pelo Loomio Nacional

Então as proprias instancias de deliberação online precisam ser federalizadas ou cada localidade fica responsável por desenvolver sua propria ferramenta local

não faz sentido interferencia nacional em mandato local, a não ser que tenha uma contradição programática muito grave por parte da pessoa, tipo defender a ditadura ou algo assim

D

Diego Fri 26 Oct 2018

Sim, isso estava implícito. Assim como a gente já tem grupos locais e temáticos aqui, apesar de não estarem sendo usados.

B

Bemfica Sat 27 Oct 2018

Tem um deputado estadual (foi reeleito inclusive) do RN, o Kelps Lima, que lançou um app chamado "decida meu voto", cujo funcionamento o nome já explica bem: ele vai listando as discussões na AL e as pessoas votam pelo app qual posição o cara deve tomar. O cara é do fucking SOLIDARIEDADE (tipo, é o partido do Paulinho da Força). O fato de um cara de um partido desses ter esse tipo de ação, e não a galera da esquerda, diz muito sobre o nível de debate que a gente precisa ter pra costurar essas alianças.

B

Bemfica started a time poll Sat 27 Oct 2018

[URGENTE] Reunião de piratas para debater conjuntura política no pós-eleições Closed Mon 29 Oct 2018

Outcome
by Bemfica Mon 29 Oct 2018

Com 12 votos a 8, a reunião ficou para o horário de 21h

Se o Haddad ganhar, a gente se reúne mais de boas. Se o Bolsonaro ganhar, a gente se reúne mesmo assim, mas com o cu na mão.
Minha proposta é fazer uma reunião fechada a pessoas associadas e ex-associadas nesse primeiro momento, pra tentar rearticular a piratada do país e ver quem se interessa em voltar e ajudar a gente a reconstruir. Tem muita gente voltando por aqui e eu fico feliz, mas acho que isso precisa ser ampliado. Então a ideia é ir divulgando isso no boca a boca, sem postagem nas mídias do partido, e pra semana seguinte ou algo assim a gente faz uma reunião aberta de chamada pra galera (que vai tar mais instigada devido à loucura que foi esse processo eleitoral) que acompanha as nossas mídias.

B
D
CB
MAS
WC
A
TA
YSL
TS
LC
DF
DR
Total
Mon 29 Oct 2018, 20:00
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9
Mon 29 Oct 2018, 21:00
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12
B

Bemfica Sat 27 Oct 2018

Tue 30 Oct 2018
Mon 29 Oct 2018

Deixei só essas duas opções de horário porque 19h tem uma galera que ainda não chegou do trabalho/aula e 22h o pessoal já tá precisando ir dormir pra labutar no dia seguinte.

YSL

Yeltsin Seal Lima Sat 27 Oct 2018

Tue 30 Oct 2018
Mon 29 Oct 2018

Vou te dizer o motivo pelo qual eu me afastei: tretas. Uma hora ou outra uma discussão que seria bem interessante, começa a virar um ataque com 'argumentos' ad hominem. As pessoas parecem não aceitar argumentos contrários aos seus e começam a tornar isso um lugar tóxico. Bem tóxico mesmo. E eu já tenho depressão e ansiedade huahua então, eu evito. Mas dado o cenário político-social do Brasil em 2019, acho extremamente válido voltar à ativa aqui no Piratas.

LC

Leandro Chemalle Sun 28 Oct 2018

Tue 30 Oct 2018
Mon 29 Oct 2018

Também podemos deixar um indicativo de reuniões presenciais para os próximos finais de semana. São Paulo está fechando uma reunião para provavelmente 10/11

MAS

Marcos Aurélio Silva de Souza Mon 29 Oct 2018

Reunião no Mumble.

WC

Wil Cavalcanti Tue 30 Oct 2018

ata meio cagada da reunião - https://pad.partidopirata.org/p/reuni%C3%A3o_-_bolso

participantes

  • Aldenio
  • Amiel
  • Barney
  • Bemfica
  • Buda
  • Danprazeres
  • Diego
  • Drizzoli
  • Epicuro
  • Fatequinha
  • Lemes
  • Malena
  • piratadagavea
  • qaleb2
  • tavvvvvvvvv
  • cajueiraunger
  • qaleb2
  • FernandoPM
  • Kristian Pasini

1) fake news - o que fazer com a explosão de fake news

  • já existem agencias especializadas pra lidar com isso, o problema é que a lógica das redes
  • infelizmente a lógica das redes é de espalhar o ódio
  • manual do guerrilheiro digital, aprende a manipular informação e

2) LGBT

  • vai haver um provavel aumento da violencia por parte dos grupos bolsonaristas

3) liga pirata/ancoradouro

  • criação de um hub
  • criação de um manifesto minimo apenas com as 18 leis
  • criação de um ancoradouro através de um blockchain que permitisse a integração dessa informação
  • permitir integrar outras iniciativas
  • toda vez que uma organização se anexasse nesse ancoradouro ela aceitaria as 18 leis e criaria um estatuto proprio
  • deixar de lado a estrutura de federação e pensar numa coleção de iniciativas

4) processo de campanha 2020
- deixar o purismo de lado e pensar de maneira pragmática
- estruturação do hub do partido
- modelo de federação - ação coletiva - mandatos coletivos
- estrutura de partido/diretorios
- proposição mais restrita de mandatos coletivos para alguns poucos grupos
- entrar no PSOL ou no PDT?

5) possibilidade de entrar em estado de exceção
- divisão entre os grupos de apoio ao bolsonaro
- bolsonaro não vai conseguir segurar as pontas
- já está havendo um clima de preparo pro conflito entre grupos
- ele não tem apoio dos generais
- conjuntura externa - conflito
- situação no exército + moderno agora
- maior possibilidade é de um conflito interno entre grupos
- pequenos poderes/ locais seguros

6) pontos extras
- direitos humanos
- analise de conjuntura pros partidos pirata internacionais
- coleta de assianturas por meio de aplicativo
- reunião de navegação segura no ceará

B

Bemfica Thu 1 Nov 2018

Tinha começado uma outra ata (quase sem nada) aqui: https://pad.partidopirata.org/p/reuniao-aberta-piratas-29.10
A única coisa que não tá nessa tua foi a sugestão que o @bernardojezah deu de fazer vídeos curtos, tipo ensinando a identificar notícias falsas e tal

B

Bemfica Thu 1 Nov 2018

A reunião inicial foi feita, a galera fez mil pontuações, mas nós precisamos ver o que dessa ata são ações concretas que necessitamos tocar e juntar gente disposta a tocar essas ações. Eu tou meio atolada de coisa pra fazer aqui, mas em alguns dias posso me organizar pra fazer isso. Só acho que provavelmente tem gente que poderia resolver isso antes de quando eu conseguirei fazer.

VN

Viviane Nonato Thu 1 Nov 2018

Não sei o que passa na cabeça de vocês, mas como vamos pensar em candidaturas sem nenhuma pratica coletiva? Não tem ações concretas pra tirar essa imagem de bagunça e zueira. Somos bons acadêmicos mas sem ações efetivas como movimento social e partido. Um conselho que posso dar é começarmos a criar eventos que mobilizem pessoas NOVAS de diferentes segmentos. Concordo que não temos nada de concreto, não ficaria disposta em fazer parte de coletivo de uma pessoa, e ficar correndo atras de tudo sendo que a imagem do Partido Pirata no Brasil não é mais de seriedade, é tipo "fala que faz mas não faz."

VN

Viviane Nonato Thu 1 Nov 2018

Era mais prático um grupo no zap do que isso daqui, parece masturbação mental esses textos. Saco cheio... antes que falem mal do zap ou coorporativismos, acho que ninguem tem interesse ou vontade de hackear um grupo pirata de não hackers, aliás como estão as alianças com o pessoal de hackers spaces?Sumiram?

D

DanPrazeres Fri 9 Nov 2018

Um pequeno ponto sobre CNPJ pra esclarecer:
- Nós temos um CNPJ de partido político, tirado antes de dezembro de 2015. Em dezembro de 2015 entrou em vigor uma resolução do TSE em que os partidos tem 2 anos para comprovar as 500 mil assinaturas. Entretanto, nós (e outros 70 a 80 partidos) estamos no limbo de não saber se essa resolução retroage ou não. Provavelmente não retroagirá, até porque não há mais muitas vantagens explícitas em relação a ter um partido por causa da cláusula de barreira (financiamento partidário, tempo de tv, etc)
- Por sermos um partido em formação, estamos em outro limbo que é o de partido político não registrado, então para termos conta, etc, necessitaríamos de entrar com uma ação como o Wilson falou

Entretanto, é sempre bom lembrar, não é pq temos PJ que não possamos fazer coisas por fora desse PJ. Digamos que a pessoa jurídica "Partido Pirata" trata com questões bem específicas de partido político (principalmente eleições e candidaturas).

Fazer uma Associação Pirata, uma fundação, etc (inclusive com outro cnpj) não seria conflitante. Seria mais fácil conseguir coisas que um CNPJ de partido em formação não conseguiria (por exemplo, partido político tem q ter sede em Brasília, uma fundação/ong/etc não precisaria). Sem contar que conseguiria ter conta, participar de edital, etc. Partidos Políticos (ainda mais em formação, no limbo que é não conseguir um reconhecimento formalizado do TSE pra além disso), teriam a ação limitada. Vale ressaltar que há umas questões (como receber dinheiro do exterior) que partidos políticos são vetados, associações/ongs e outros tem mais flexibilidade. Claro que aí vale ter uma consulta do como separar essas duas ações e como comprovar a independência das associações com o Partido Pirata (não ter o mesmo núcleo de direção, não ter repasse de verbas entre as organizações, etc)

Termos um CNPJ do Partido Pirata, mesmo que seja pra ele ficar inoperante por um tempo, é importante, mais que tudo, que se a gente quiser decidir montar o partido legalmente falando não ter esse prazo dos 2 anos acho importante. Além disso, mesmo que legalizemos o partido, se a gente entender que podemos fazer filiação democrática, por não existir mais a possibilidade de coligação, ai a gente pode ver.
E enquanto não tivermos o partido legalizado, imagino que não pode ser um limitante pra nossa ação (até pq a gente apostou nisso antes já é não funcionou tanto). Piratas são as pessoas, e acho que a gente influencia mais o debate se estivermos em contato com as outras forças políticas da sociedade do que só entre a gente.