Loomio

O Fim do Pacto Imperial - Tese da AnaPirata

WC
Wil Cavalcanti Public Seen by 361

Olá Pessoas

Seguinte, na AnaPirata III eu apresentei uma tese que tinha como objeto ser aprovada oficialmente pela Assembleia.

Essa tese tem como título "O Fim do Pacto Imperial" e ela tem como objetivo discutir a aplicação dos termas do ideário Pirata dentro das especificidades locais e particularidades históricas que temos no Brasil, além de servir como uma reflexão do momento que vivemos diante das eleições em 2018.

Meu objetivo final é fazer com que essa tese seja aprovada e que ela sirva como plataforma de propostas dentro das eleições de 2018. O objetivo não é dar apoio a nenhum candidato, mas simplesmente defender ideias.

Eu fiz uma apresentação sobre esse tema que ta la no youtube, leiam também o documento em PDF

ATUALIZAÇÃO 19-07-18 - oi gente, eu fiz algumas poucas alterações no texto, especialmente na parte final detalhando melhor as propostas, pra que fique mais claro e vou colocar pra votação

https://youtu.be/Q8G_jal89vk

Como o Crossara já chamou o debate dele pra próxima segunda-feira, eu me proponho a debater esse tema na outra segunda-feira, o que acham

é isso, falou, beijos

D

Diego Fri 4 May 2018

Ainda não li o texto todo mas já tenho dois comentários

WC

Wil Cavalcanti started a proposal Tue 8 May 2018

Reunião no Mumble - 15/05/2018 20h Closed Sun 13 May 2018

próxima terça-feira

Agree - 8
Abstain - 1
Disagree - 0
Block - 1
10 people have voted (5%)
DU

[deactivated account]
Agree
Wed 9 May 2018

Acho que tem a opção correta para chamar reuniões no Loomio, você pode marcar a data que a pessoa se sente melhor.
Não acho que tecnicamente usar a ferramenta de 'deliberação' seja o mais apropriado

DU

[deactivated account]
Block
Wed 9 May 2018

Acho que tem a opção correta para chamar reuniões no Loomio, você pode marcar a data que a pessoa se sente melhor.
Não acho que tecnicamente usar a ferramenta de 'deliberação' seja o mais apropriado

AM

Amiel Modesto
Abstain
Sun 13 May 2018

Nao poderei participar no horário. Aguardo ata

FR

Filipe Ricardo
Agree
Sun 13 May 2018

Dependendo do horário poderei participar

B

Barney Wed 9 May 2018

De fato há uma ferramenta para convcar reuniões

B

Bemfica started a time poll Wed 9 May 2018

Reunião do Mumble Closed Mon 14 May 2018

Pra dialogar com o block do Kannon, por mais que não esteja dentro das questões programáticas/estatutárias

LFC
M
D
G
Total
Tue 15 May 2018, 20:00
 
 
 
 
3
B

Bemfica Wed 9 May 2018

Quem quiser pode adicionar novas opções, vale lembrar

WC

Wil Cavalcanti Thu 10 May 2018

segue o link da apresentação da Tese na AnaPirata - https://youtu.be/Q8G_jal89vk

D

Diego Thu 10 May 2018

@wilsonlira pode deixar mais claro na aqui na proposta do loomio o qual ação prática isso vai gerar? O partido vai mandar uma "carta" para as pessoas que são candidatas (nivel federal? só do executivo?) perguntando se apoiam a proposta das ultimas duas páginas desse pdf? Vamos divulgar "olha, se tivesse uma candidatura do partido pirata , esse seria o programa de governo dessa pessoa"?

WC

Wil Cavalcanti Thu 10 May 2018

a ideia é fazer uma carta aberta (tipo a carta do temer pra Dilma) a ser enviada para os comitês das eleições de 2018 ao mesmo tempo que lançamos ela nos nossos canais.

Sim, só os presidentes, porque se for mandar pros candidatos a Governadores a fila vai ficar muito grande.

Ai essa tese pode servir de base pra outras n ações que podemos tomar nas eleições, sendo que não estaremos ferindo nenhuma lei eleitoral, pois não vamos apoiar nenhum candidato, apenas ideias

D

DanPrazeres Tue 15 May 2018

Wilson, só consegui ler o seu texto agora, não poderei ir em reuniões essa semana, mas queria fazer várias considerações de várias ordens (espero que você entenda os questionamentos numa boa, a gente sabe que é mais complicado do que parece quando a gente tenta simplificar textos acadêmicos na área de humanas, principalmente vinculado à economia, política, etc). Infelizmente vai ser uma coisa meio por alto:

Forma:
Eu achei que a forma com que o texto foi apresentado bem ruim para um debate porque ele fica no meio do caminho de 3 situções, e não acho que tenha ficado satisfatório
1ª Situação: caso fosse um manifesto, ou trecho do programa, teria que ser bem mais curto, mais geral e com itens bem mais consensuais
2ª Situação: caso fosse um texto com maior rigorosidade acadêmcia, ele teria bem mais citações bibliográficas e mais robustos. Por exemplo, falar sobre pacto federativo, redemocratização e pós constituinte citando só o texto da Miriam Dohlnikoff mas não citando o Barões da Federação do Abrúcio deixa o texto no mínimo incompleto. Não sei se você chegou a ler, ou se leu coisas com essas ideias, não fica claro no texto onde você tirou as coisas que você falou
3ª Situação: caso fosse uma tese partidária, o formato até que funcionaria, desde que a gente já tivesse os textos complementares formulados e debatidos, e de preferência linkados.
No fim, com tanto tema junto, talvez o formato de tese poderia até ser uma boa mesmo, mas sem as coisas pra complementar, parece um texto meio no caminho, e que poderia facilmente ser contraposto.

Espaço:
Eu gostei muito dessa iniciativa sua. Só que acho que ela não gera muitos frutos se a gente não criar o espaço adequado de empoderamento sobre o tema para o debate. A gente é da mesma área acadêmica de humanas e de ciências sociais aplicadas, beleza. Eu sei que a gente consegue fazer um debate com algum tipo de leitura básica mínima. Mas tentar fazer esse debate em um ambiente político com a prsença de pessoas de outras áreas exige um tipo de esforço diferente. Antes que achem que eu tô dando pistolão, é justamente para evitar uma hierarquização de conhecimento que é bom ter essa parametrização. Por exemplo, um bando de gente que não sabe o que é SELIC ou LDO, ou MP,etc, ter que opinar sobre esses pontos acaba sendo desonesto com todo mundo (tanto com quem é da área quanto com quem não é). É como se eu tivesse que fazer uma construção teórica da superioridade do Android em relação ao iOS. Eu posso ter uma impressão sobre essa discussão, mas definitivamente eu não vou conseguir que a minha opinião seja tão qualificada quanto que alguém que seja da área.

Seria muito boa a ideia da gente discutir a formação do Instituto de pensamento (meu pai, que é da área acadêmica, me deu uma ideia de site de elaboração de textos acadêmicos e políticos em Creative Commons que pode ser algo muito positvo).

Conteúdo
Sobre isso, eu ainda vou questionar o lance da correlação da PEC de Gastos com a inflação:
- Vale destacar que, enquanto a inflação teve mínimo histórico, coisas como combustíveis e gás de cozinha tiveram uma alta muito forte. Como isso sempre puxa a inflação pra cima, não duvidaria mesmo estarmos próximos em canério de deflação, gerada por toda essa crise. Deflação significa retração da economia né? Sem contar também que a inflação não necessariamente é dividida igualmente na sociedade, e isso é um ponto importante.
- Sobre a questão da contenção de gastos do governo: acho essencial que os gastos sejam feitos com mmaior pragmatismo e tudo o mais. O problema é que o corte foi bem burro. Por exemplo, o orçamento da ciência tá nos pisos históricos. Se a gente for investir em ciência e tecnologia de maneira correta que gere ganhos pra sociedade, ou com cultura, provavelmente teremos um teto baixíssimo para aumento de orçamento porque estará vinculado com os índices inflacionários. A única escapatória vai ser encaixar tudo na educação, o que é uma aberração brocrática (vale destacar o Pérsio Arida falando que quer tirar obrigatoriedade de gastos na saúde e educação, ai isso teria efeito desastroso maior ainda)
- Uma pec de gastos de 20 anos é pior ainda porque vai exigir jeitinhos caso tenham que descumprir a regra (um investimento no plano nacional de banda larga pode ir pro saco antes de ser elaborado porque seria "caro" já a priori)

Eu acho que o lance da descentralização e essencial pra nossa teoria, mas na prática a gente tem uma desigualdade muito grande pra impedir descentralização arbritária de recursos. A gente tem que pensar em como criar mecanismos mais inteligentes e mais integrados com outras áreas da sociedade (infraestrutura, transporte, etc) do que só com o orçamento. Um "Plano Nacional Contra a Desigualdade" me parece uma boa ideia.

Fins pragmáticos:
Sendo bem ligeiro, acho que entregar um documento pras campanhas meio inócuos se a gente não tem uma estrutura bem fundamentada por trás. Acho que essa tese vai acrescentar pouco também. A gente teria que fazer um panorama tanto macro quanto microeconômico, falar de emprego, dar sugestões bem mais amplas na área de crescimento econômico pra ele ter uma consistência, senão ele vai ficar meio aleatório. E propor as regormas políticas de cidades políticas pequenas ficaram meio difusas, e o debate sobre paralmentarismo que você fez em alguma canto ali ficou meio estranho.

Enfim meio corrido, tem muita coisa boa no texto, mas acho que a gente em que aprofundar nas hipóteses, ter um bom espaço de refutação, etc, senão vai parecer meio que um documento no meio do caminho.

WC

Wil Cavalcanti Tue 15 May 2018

eu concordo com todos os seus pontos, a intenção nunca foi escrever algo acadêmico ou um manifesto, mas propor uma tese mais ampla que pudesse embasar outras análises posteriores.

A ideia é esrever vários textos e/ou várias ações baseadas nessas ideias, abrir o debate

WC

Wil Cavalcanti Thu 19 Jul 2018

oi gente, depois de um pequeno hiato eu alterei o documento e adicionei mais coisas nas propostas na parte final

A ideia era deixar mais claro as propostas pra quem não entendeu

Eu vou abrir a votação e se alguém tiver alguma dúvida eu posso marcar uma reunião adicional pra debater as propostas, blz?

WC

Wil Cavalcanti started a proposal Thu 19 Jul 2018

votação final da proposta Closed Thu 2 Aug 2018

Votação pra aprovação (ou não) da tese

Agree - 2
Abstain - 1
Disagree - 1
Block - 0
4 people have voted (2%)
WC

Wil Cavalcanti Thu 16 Aug 2018

Oi gente

Desculpa a demora em responder, mas eu consultei o Barney e, de acordo com as regras que foram aprovadas para votação do Loomio, a tese foi aprovada

Eu já estou trabalhando em um material audio-visual pra ser divulgado durante as eleições com base nele, então quem quiser me ajudar nisso da um toque, vlw

B

Bemfica Fri 17 Aug 2018

Gente, por questões múltiplas da vida pude parar para ler o documento apenas agora, e não participei das discussões realizadas. Muito embora me tenha agradado ver que a discussão sobre a EC95 evoluiu, creio que ainda exista uma questão a ser debatida dentro da proposta referente a ela na tese. Peço desculpas por não ter colocado isso em tempo hábil, mas estava reorganizando umas coisas da minha vida pessoal e focando em uma atuação na militância local que a conjuntura fez muito necessária.
Minha sugestão fundamental em relação à PEC55/241/EC95 é simples: o que se propõe ali é o congelamento de salários do serviço público. Eu acho que é preciso elaborar em cima disso, haja vista que, enquanto nos cargos que lidam mais diretamente com representantes dos 3 poderes (políticos eleitos, cargos comissionados do Executivo, assistentes de juízes, assessores parlamentares, ascensoristas do Congresso e patacadas similares) existem obviamente salários absurdos (não me entra na cabeça um desembargador ganhando 200 mil por mês nem que um real valesse o mesmo que um bolívar), em outros âmbitos esses salários são realmente baixos. Quando falamos de cargos administrativos e da lida direta com os serviços públicos, os salários são equiparados, e muitas vezes inferiores, aos da iniciativa privada. As áreas de cultura, saúde e educação em especial sofrem muito com essa questão.
Exemplo: a Secretaria de Cultura do Ceará é a mais antiga do Brasil, e está realizando concurso pela primeira vez na sua história. Os cargos que existem nela atualmente ou foram redirecionados de outros órgãos do governo, ou são comissionados. Todavia, os salários ofertados são ridiculamente baixos (https://bit.ly/2vRFfNJ - anexo IV, página 30). Enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem nas unidades de atenção básica de saúde enfrentam problemas similares, bem como a educação básica na maioria dos estados (consigo pensar no Maranhão como exceção, mas só): inclusive, o concurso para creches aqui em Fortaleza está pagando somente o Salário Mínimo.
Meu ponto é simples: da mesma maneira que a tese lida muito bem com a questão das desigualdades regionais, acho que há de se pensar que dentro do funcionalismo público existem desigualdades tremendas em termos de remuneração, qualidade do ambiente de trabalho e oferta de cargos em comparação com a demanda (não sei se mais alguém aqui depende do SUS ou só eu, mas quase qualquer creche, escola, posto de saúde ou UPA vai explicitar meu argumento). Deste modo, pode ser irresponsável sugerir um congelamento de salários amplo e irrestrito como está proposto, uma vez que, se atualmente essa proposta apresentada estivesse em vigor (e considerando que foi para as cucuias uma das únicas políticas do PT que eu aplaudo de pé, que é a valorização real do salário mínimo perante a inflação), em 6 meses os funcionários das creches estariam recebendo abaixo do salário mínimo, e em menos de 5 anos quase todos os cargos da Secult também. Para além disso, ajustar verbas de custeio por esses mesmos índices significaria, por exemplo, que bolsistas de universidades públicas continuariam recebendo 400 reais por mês indefinidamente (ou, na melhor hipótese, um valor que equivalha a 400 reais de 2018), que programas de assistência e permanência estudantil (que são primordiais para cotistas, e eu acabei de voltar de uma viagem a Belém que foi extremamente reveladora no quanto essa questão impacta para indígenas e quilombolas, por exemplo) permanecerão sem novas vagas (a ampliação das vagas depende de verba de investimento, mas o auxílio pago a essas pessoas é verba de custeio), e muitas outras problemáticas que interfeririam certamente com questões de pesquisa e inovação científicas, prejudicando o desenvolvimento do país, as políticas públicas de saúde, e muitas outras áreas já atualmente deficitárias. Em suma, desenvolvimento técnico-científico, saúde e educação permaneceriam estagnados na esfera pública por 20 anos, mas cresceriam somente na iniciativa privada (e não preciso discorrer, por exemplo, sobre o absurdo da saúde suplementar no Brasil em comparação com o potencial do SUS, né?)
Minha proposta, então, é simples: trabalhar um pouco mais apenas esse ponto específico do texto para que, em vez de um congelamento irrestrito nessas verbas, seja pensado um remanejamento e aumento de eficiência na aplicação desse dinheiro, porque se for por exemplo pra tirar um desembargador que vende sentença pra botar 200 (ou 100, com o salário dobrado) pessoas trabalhando em creches, eu faço campanha até pro Boulos que defendeu meu espancamento na minha cara rs
Em tempo: eu sei que tou misturando verba federal, estadual e municipal na minha argumentação, mas já são 2:30 da manhã e eu tou morrendo de preguiça de pegar os exemplos melhores que embasariam usando só o nível federal do governo. Mas acho sinceramente que só a questão das universidades públicas já é argumento o suficiente pra explicitar a complexidade da questão.

Novamente peço desculpas, tanto pelo texto longo quanto por não trazer isso em tempo hábil para o debate, e compreenderei se quiserem só ignorar e levar a cabo a tese como está (mas vou ver ali no regimento do Loomio o prazo mínimo pra trazer de volta a discussão, se for o caso rs). Só achei que foi um ponto que passou batido no meio dessas coisas todas, e é de suma importância, a meu ver, que não se ignorem aspectos relevantes como esse.

WC

Wil Cavalcanti Fri 17 Aug 2018

Bemfica, só pra esclarecer: o congelamento de salários é um congelamento:
1) em níveis reais, ou seja, que permite reajuste pela inflação
2) que só afeta os salários do funcionalismo público federal, que são mais altos que o resto da administração pública e consequentemente não afeta os salários dos funcionários contratados pela secretaria de cultura do Estado do Ceará

Ainda sobre o ponto 1, é importante acrescentar que embora a constituição explicitamente determine o reajuste dos salários pela inflação, na prática vários setores não tiveram salários reajustados devido à crise econômica como o judiciário, o que explica a pressão sobre STF aprovar o tal aumento de 16%

Ainda sobre o ponto 2, o objetivo da proposta é exatamente criticar o peso excessivo que a esfera federal tem no pacto federativo, permitindo uma maior distribuição de dinheiro dos impostos e que inclusive da a possibilidade de aumentar os salarios dos funcionarios da secretaria de cultura do Ceará

Esse é um ponto essencial da proposta, ela é basicamente muito proxima do movimento municipalista que, como descobri recentemente, ocorreu na década de 80 e advogava a favor do fortalecimento de governos locais

Então não é tanto que estamos propondo congelar salários em geral, estamos advogando pelo descongelamento dos investimentos públicos necessáros para fazer a economia voltar a crescer e uma descentralização da máquina estatal

Veja se voce concorda com os pontos e tem mais alguma ressalva

B

Bemfica Sat 18 Aug 2018

Acho que essa abordagem didática quase infantil é um problema de interpretação teu, eu coloquei bem claramente que entendia a diferença entre as esferas de governo. Peguei esses exemplos porque eram os mais frescos na memória, mas dá pra pensar em outros: funcionários de Institutos Federais que recebem salários menores que as Universidades em cargos similares, praças das forças armadas, auxiliares de serviços gerais (isso quem ainda não perdeu o cargo pra terceirização), e por aí vai. Fora órgãos de responsabilidade do governo federal que possuem déficit de pessoal, consigo pensar em IPHAN, FUNAI e DNOCS bem facilmente, mas há outros. Contratar esse pessoal vem de verba de investimento, mas uma vez que essas pessoas são convocadas para o cargos, continuariam com salários congelados por 20 anos.

WC

Wil Cavalcanti Sun 19 Aug 2018

tirando a parte de ter chamado minha escrita de infantil, eu acho que você levantou um ponto muito importante e essencial Bemfica (vulgo lacrou)

apenas pra corrigir: a contratação de novas pessoas não conta como investimento não, pois ela geralmente se refere apenas à construção ou aquisição de ativos imobilizados ou investimento e pesquisa. É tudo gasto corrente e folha mesmo

eu fui pesquisar qual é o salário dessa galera nos últimos editais. Não são salários baixos considerando a média geral, mas são até baixos considerando pessoas de mesma formação

IPHAN - 5000 reais
FUNAI - 6300 reais
DNOCS - 2300 reais

Feito essa ressalva, eu não consigo pensar em nenhuma maneira de trancar apenas o salário do topo do funcionalismo e acho que realmente não tem como defender esse negócio de PEC dos gastos mesmo. Ainda assim, eu pretendo manter as informações já presentes no documento e adicionar elementos novos

Eu venho acompanhando grande parte do debate eleitoral e pesquisando algumas coisas da literatura e acho que consegui pensar em algumas soluções pra aprimorar os aspectos técnicos da proposta, só que isso vai exigir que eu reformule uma pequena parte do documento e adicione trechos novos

Então eu vou considerar que a aprovação do Loomio se refere apenas à tese principal do documento: O Estado Brasileiro tem historicamente uma esfera federal muito inchada e é preciso fortalecer a autonomia dos governos locais e aumentar a autonomia normativa dos Estados.

WC

Wil Cavalcanti Sun 26 Aug 2018

Gente, boa tarde

Finalmente, deu um trabalhão, mas eu consegui reformular o texto. Eu procurei incorporar as críticas levantadas, coloquei uma quantidade maior de referências, deixei ele mais acessivel e tirei as coisas mais técnicas como taxa SELIC como o Daniel pediu e alterei a manutenção da EC 95 de teto dos gastos como o Bemfica propos.

Vejam se vocês tem mais alguma ressalva. Eu tava pensando em escrever uma segunda parte explicando os fundamentos econômicos que a proposta implica, mas pra isso eu ia ter que escrever mais umas 20 paginas e já to ficando meio cansado.

Se ninguém tiver nada contra, vou considerar o silêncio como sinal de consenso

LC

Leandro Chemalle Mon 27 Aug 2018

Concordo mas acho importante deixar bem destacado que se trata de uma tese com um escopo limitado (economia e reforma administrativa do estado) e achava interessante incluir de forma bem copy paste no final do texto algo como

"Ademais reafirmamos alguns pontos centrais do programa Pirata tais como A, B, C...

*e tem um erro de digitação no titulo do item 2

LC

Leandro Chemalle Mon 27 Aug 2018

E reabrir uma votação curta de uns 5 dias no máximo apenas para referendar esse texto (e pegamos os amiguinhos na maozinha só pra vir aqui dar um like...)

WC

Wil Cavalcanti Mon 27 Aug 2018

eu vou reabrir por uma semana, nesse meio tempo eu vou escrever a fundamentação econômica

DSK

D See Ker Wed 29 Aug 2018

Silencio é sinal de desinteresse ou reprovação. consenso?? ta maluco???

LC

Leandro Chemalle Wed 29 Aug 2018

eu tive essa mesma preocupação por isso pedi essa re-votação

WC

Wil Cavalcanti started a proposal Mon 27 Aug 2018

votação da versão corrigida - pacto-2 Closed Mon 3 Sep 2018

digam se são a favor ou contra a nova redação da tese

Agree - 9
Abstain - 1
Disagree - 1
Block - 0
11 people have voted (6%)
KBP

Kristian Brito Pasini
Agree
Tue 28 Aug 2018

Bem legal. Algo para aprovar, e logo em seguida distribuir por aí, cobrar de políticos, questionar na sociedade.

AM

André Montanha
Abstain
Mon 3 Sep 2018

Não cheguei a ler tudo, mas gostei do que li. Porem como não terei tempo de ler tudo com calma até a votação encerrar, prefiro me abster.

KBP

Kristian Brito Pasini Tue 28 Aug 2018

@wilcal parabéns pela iniciativa e pelo cuidado no desdobramento de informações nessa segunda versão do documento. Eu estou de total acordo com ele. É um "position paper" que ajuda a dar caráter tangível e contemporâneo para valores e anseios mais difusos do programa, no que diz respeito particularmente ao funcionamento de nossa federação atual.

D

Diego Wed 29 Aug 2018

Tem um erro de impressão no capítulo 2

Problemas de uma estrutura social cenralizada

D

Diego Wed 29 Aug 2018

Outro, no final do 3

desdobramento das diferentes esferas admnistrativas do Estado

D

Diego Wed 29 Aug 2018

4

Isso porque não apenas os
esravos representavam grande parte de seu patrimônio

WC

Wil Cavalcanti Wed 29 Aug 2018

sim, ta tudo cagado, vários erros de ortografia

escrevi no open office, mas vou passar por um corretor ortográfico antes de liberar

D

Diego Wed 29 Aug 2018

então nem vou terminar de ler

D

Diego Wed 29 Aug 2018

seria legal se desse par ver só a diferença entre as versões pq já tinha lido a primeira

WC

Wil Cavalcanti Wed 29 Aug 2018

vou passar a correção só um pouco antes do release

B

Bemfica Mon 3 Sep 2018

Em linhas gerais tou de acordo com esse texto novo. Algumas considerações que têm fim mais de revisão que de dissenso:
1. Na P. 8, primeiro parágrafo após a citação, fala-se dos portugueses "erradicados" no Brasil. Creio que seja "radicados" ali, trouxe essa questão de revisão textual especificamente em vez de qualquer outra porque deixar ela ali passando batido pode transformar totalmente o sentido do parágrafo;
2. Na tabela de centralização dos governos de países disponível na P. 11, acho que seria interessante procurar uma outra tabela, com dados mais ampliados. Fiz uma comparação aqui e, embora o argumento em relação aos orçamentos municipais seja consideravelmente verdade (e ainda assim nem tanto, pois Suíça, o segundo menor país da tabela está num patamar similar ao de EUA e Canadá nesse dado, e Espanha, terceiro maior país da tabela, é o pior de todos nesse quesito), quando se coloca o estadual (que não é o definidor máximo da descentralização financeira, mas também é um indicador importante no argumento) na equação a coisa fica muito mais confusa: EUA, segundo maior país da tabela, tem o terceiro pior índice, por exemplo. Na real, se você considerar os países pela ordem crescente de território, em termos estaduais a ordem seria 3461527, em vez de 1234567. Para termos municipais seria 5134267. Para termos federais, que no exemplo ideal a ordem seria 7654321, o que tem na tabela é 7261543. Eu entendo o argumento que tu quer colocar, só acho que dá pra conseguir um exemplo melhor pra sustentá-lo;
3. Ainda na página 11, o gráfico que vem a seguir, eu presumo que CTB seja Carga Tributária Brasileira, mas isso não tá especificado. Acho que precisa especificar ali se é isso ou alguma outra coisa;
4. Na P. 12, o 4º parágrafo alinha dois fatos que, até onde eu entendo, não possuem relação causa-consequência direta, que é o endividamento do estado e a intervenção militar no Rio. Se for só pra exemplificar como as intervenções federais - militares ou não, relacionadas à segurança pública ou não - são tidas como bem vindas na cultura política institucional brasileira, eu acho um argumento válido, mas é preciso expandir um pouquinho mais esse parágrafo para explicar isso. Se for para tentar correlacionar a intervenção em curso com o endividamento, também convém explicar um pouco mais, porque eu particularmente conheço dois argumentos pra intervenção federal: o do marketing político (salvar o "cidadão de bem" de uma suposta - porém não justificada em dados concretos - escalada de violência no RJ) e o efetivo (redes varejistas não estavam conseguindo repor estoques no estado com a terceira maior população do país - e segundo maior PIB - porque as facções passaram a migrar suas atividades do tráfico de entorpecentes para o roubo de cargas). Eu posso estar bem equivocada nas minhas asserções, veja bem, tou colocando aqui só o que eu tomei conhecimento;
5. Ainda na P. 12, no penúltimo parágrafo, seria interessante mudar "democraticamente eleitos" por "eleitos por voto universal", haja vista que o conceito de democracia é meio falho em determinados aspectos. Essa alteração faria entender que a lista não compreende os presidentes da República Velha, aonde já se havia em teoria um sistema democrático, mas o voto não era universal. Talvez fosse interessante alterar o "conseguiram" nessa mesma frase por algum outro termo, dada a loucura que foi a renúncia do Jânio, mas daí provavelmente já é purismo demais da minha parte;
6. Na página 19, fala-se de proibir que políticos sejam donos de veículos de mídia. Tenho duas sugestões aqui: primeiro, de se colocar "políticos e seus familiares", porque essa adoção de laranjas nos grupos familiares já é conhecida. Segundo, de se trabalhar numa redação mais no sentido de "aplicar de fato a proibição de que políticos (...)", porque essa proibição já existe atualmente, e inclusive essa proibição existente é mencionada alguns parágrafos depois.
No mais, gostaria de parabenizar todo o mundo, e especialmente o Wilson, pela discussão daquele que provavelmente é o documento mais maduro elaborado pelo partido desde o programa, em 2014 - ainda mais num tema que nos falta tanto debate, que é política econômica e tributária.

WC

Wil Cavalcanti Mon 3 Sep 2018

  1. ok
  2. eu peguei todos os países que tinham dados sobre as três esferas na fonte indicada, os outros ou não tinham dados ou nem tem todas as esferas
  3. cabô o espaço, mas eu citei a fonte, quem quiser só correr atrás
  4. a intervenção é só um exemplo explicito da busca de uma solução federal, não necessariamente a ver com divida
  5. democracia implica em voto secreto, na época da republica velha o voto era aberto, falado em voz alta e registrada pelo tabelião
  6. eu citei a ADPF por causa disso, mas vou colocar familiares tb