Loomio
Thu 24 Sep 2015

Candidatura ‘Polo novo consenso’

MP
Miguel Penas Public Seen by 328

No dia 24 de outubro há eleiçons ao Conselho da AGAL e as pessoas em baixo decidírom dar um passo à frente para continuar o trabalho do Conselho sainte, apresentando a seguinte candidatura:

Eduardo Sanches Maragoto (Presidente)
Carlos Quiroga (Vice-presidente)
Eliseu Mera (Secretário)
José Calleja (Responsável das Finanças)
Susana Arins (Vogal)
Jon Amil (Vogal)
Ricardo Gil (Vogal)
Xico Bugueiro (Vogal)

A equipa contará ainda com o apoio de Valentim Fagim, Miguel R. Penas e Gerardo Uz para a organizaçom de diferentes áreas de trabalho.

Esta candidatura apresenta-se com duas linhas programáticas que serám preenchidas, até a apresentaçom do programa oficial no dia 28 de outubro, polos associados e associadas que quigerem co-participar na elaboraçom do programa com esta ferramenta informática.

– O desenvolvimento da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (Lei Paz Andrade).

– O fomento do reconhecimento entre identidade galega e reintegracionismo.

Para avançar com ambas as linhas programáticas pretendemos fomentar a colaboraçom do/com o conjunto da sociedade, tecendo redes que facilitem a penetraçom da ideia de comunidade galego-portuguesa, nomeadamente através da implementaçom de projetos que permitam explorar ao máximo a LPA, tanto no que di respeito à promoçom do português no ensino como no campo das relaçons galego-portuguesas no ámbito comunicativo, social e institucional.

Para além destas linhas programáticas, esta candidatura também vai submeter a consulta a otimizaçom das duas tradiçons gráficas que convivem no reintegracionismo, para saber se é considerado conveniente avançar para umha norma unitária que as aglutine.

MP

Miguel Penas Thu 24 Sep 2015

Acho que é um debate muito importante e fundamental se o movimento reintegracionista quer achegar um discurso global para seja válido para toda a sociedade galega no seu conjunto, independentemente do seu posicionamento linguístico.

MJH

Mário J. Herrero Valeiro Thu 24 Sep 2015

Óstia, neno, um quasetudopirolos! Desculpem, era por descarregar um pouco
de tensão... Ah, o que é a “identidade galega”?

Saúde novamente,

Mário Herrero

UO

Uxio Outeiro Thu 24 Sep 2015

Há tempo que uma decisão destas caraterísticas era essencial, e não tem podido dar-se por medo a tocar tabus. No passado estas discussões têm dado lugar a péssimas experiências. Oxalá o reintegracionismo esteja hoje mais maduro, para poder falar abertamente e sem medo, e poder chegar a acordos. Tenho a impressão que é assim.

D

Diego Thu 24 Sep 2015

Boas!

Mirai, nom percebo muito bem quem é que está a abrir um debate e qual é o objecto dele, estaria bem que fosse aclarado a quem, como eu, nom fazemos parte do dia a dia da AGAL, polo que ademais nom vou entrar no fundo do assunto:

É isto um debate sobre a norma aberto pola atual Diretiva da AGAL que se vai renovar em só um mês?

É um debate sobre a norma aberto por essa candidatura que se vai apresentar, que pediu à atual Diretiva que o abrisse?

É um jeito de apresentar umha candidatura e pedir propostas para engadirem ao seu programa?

É um remexido de tudo à vez?

Se nom se apresentam os debates claramente e nom se separam as questons corre-se o risco de nom sabermos o que e para que estamos a debater, ou mesmo ter opiniom sobre a conveniência de abrirem-se certos debates e mais neste formato, porque todos sabemos como se desenvolvem muitas vezes os debates em formato eletrónico.

Finalmente, acho que há de ter cuidado em como se redigem as perguntas que se colocam, para dentro do possível fazê-las o mais neutras possível.

Saudaçons!

EMQ

Eliseu Mera Quintas Thu 24 Sep 2015

Obrigado polas tuas perguntas, Diego:
Trata-se de um debate aberto por esta candidatura que se apresenta. A nossa intenção é a de mostrar as linhas do nosso programa para que @s sóci@s podam participar na sua definição antes da redação final.
Esta proposta busca elaborar uma norma abrangente na que se legitimem as duas visões da língua dominantes no reintegracionismo e poder apresentar-nos diante da sociedade com a força que dá uma maior coesão. Deste jeito, qualquer pessoa que escrevesse em norma Agal ou em português padrão estaria amparada, assim como todas as que optamos por vias intermédias.
Entendemos que este passo só se pode implementar prévio diálogo e acordo.
Saudações :)

JLF

Joám Lopes Facal Thu 24 Sep 2015

Nom vejo maneira de harmonizar a "ortografia coraçom" e a "ortografia coração".
Espero que aquela, a genuína AGAL, goze de longa vida e proteçom. Concordo com Ernesto.
Além disso, espero um debate de ideias franco e respeitoso, caso este se abrir.

GU

Gerardo U. Thu 24 Sep 2015

Apesar de que sou relativamente jovem (mas cada vez menos, ou cada vez mais relativamente), o reintegracionismo forma parte da minha vida há bastante tempo. De facto, dos meus anos de vida, os 37,5% foram de praxe reintegracionista. Não parece grande cousa, mas se unicamente considero a minha vida adulta, os 85,71% foram de consciência e atuações plenamente reintegracionistas.

Neste tempo, relativamente breve (ou não), passei da norma ILG-RAG à norma da AGAL e logo desta a uma norma intermédia entre a agálica e a do português dito 'padrão'. Como o meu caso, o de dúzias de pessoas que formam o meu âmbito (reintegracionista) mais próximo. E, ao mesmo tempo, no seio do (heterogéneo) movimento reintegracionista convivem produções de textos que pertencem a duas grandes correntes gráficas.

Isto é algo que para nós pode ser normal, por hábito, mas de fora causa bastante confusão, especialmente para quem quiser dar os primeiros passos.

Isto que acabei de exprimir acho que é ao que Eduardo Maragoto se refere num artigo no PGL nos seguintes termos: «[...] esta divergência nom desapareceu e continua a provocar distorçons na colaboraçom entre reintegracionistas e na mensagem». [Artigo: http://pgl.gal/umha-norma-inteiramente-lusofona-que-abranja-a-nossa-especificidade/]

O próprio professor Carlos Garrido, sem dúvida uma das pessoas dos que mais sabe de galego na Galiza, alude a esta dualidade num outro artigo, também publicado no PGL. [Artigo: http://pgl.gal/pam-pam-norma-lusitana-norma-lusitana/]

Talvez, e só talvez, está na hora de simplificarmos a atual dualidade normativa reintegracionista. Eu aposto nessa, sempre que a maioria social concordar.

HLD

Héctor Lopez de Castro Thu 24 Sep 2015

Olá!

Eu concordo com o Ernesto. Se temos duas expressons gráficas da língua é porque temos duas concepçons sobre a língua, que na AGAL coexistem sem grandes conflitos graças à tolerância de todo o mundo. Nom acho possível resolver o debate de forma sem resolver o debate de fundo, e este último já há tempo que deixei de vê-lo como um problema; para mim é umha expressom de pluralidade.

Umha aperta (ou abraço, quem goste mais)

H.

E

Ernesto Fri 25 Sep 2015

Gente... com todo o carinho, acho que confundides a vontade que temos todos de colaborar e nos entender, com a questão técnica de fazer coincidir (em que âmbitos, e para que, para além de como?) numa "norma comum com variantes" as "duas tradições" de escrita.

Assim dito parece simples, mas não é.

  • Primeiro porque não há duas tradições de escrita, senão muitas mais e um leque infinito de trajetórias individuais que convergiram em diversos pontos e desde diversas filosofias a respeito do que é galego e português.

  • Segundo porque um acordo destas características estaria limitado à AGAL, sem possibilidade de ir além, nem de ter qualquer outro reconhecimento, nem institucional, nem internacional. Dado que há outras práticas reintegracionistas com filosofias diferentes e que representam opções ou fases diferentes do discurso.

  • Terceiro por que não estamos a falar de variantes ortográficas num sistema próprio e sobre o que temos direito e propriedade. E se entendemos assim já de feito estades a nos excluir a uns quantos que temos outra filosofia.

É dizer e sem ânimo de ofender a proposta parte de uma concepção isolacionista do galego, pois considera o Português da Galiza uma simples variante gráfica do galego. E não é. Nem está em igualdade. O Português é uma língua internacional consolidada, com uma tradição secular académica, com instituições, com variantes diastráticas, geográficas e diafásicas, nas que há que tratar de integrar e de que reconheçam as variantes galegas.

Este é um trabalho lento, de décadas e de esforço no que uma proposta como esta carece de sentido.

Esta proposta, ao meu entender poderia ter mais sentido se se dirigisse, dentro de um marco conceitual de língua galega ao ILG-RAG, mas não cara os que tratamos de escrever em Português.

JLF

Joám Lopes Facal Fri 25 Sep 2015

Deve ficar claro que eu estou contra a quimera de haver umha terceira víscera entre o coraçom e o coração. É evidente.
Quanto ao debate que se propom, talvez seria mais útil o de examinar se tem sentido a suposiçom de existir um "português da Galiza" diferente do português de Portugal. As exíguas diferenças incorporadas som apenas escrúpulos transitórios Já agora, para escrever em português nom fai falta AGAL nengumha.

E

Ernesto Fri 25 Sep 2015

Caro Joám, efetivamente o Português da Galiza (ou o galego moderno), como a Galiza mesma, ainda, ainda não existe: é uma potência plena, um sonho que temos de criar.

Eu, acho justamente o contrário que a AGAL é mais necessária do que nunca, é um referente atualmente, não como proposta alternativa de modelo de língua, ou apenas como uma perspectiva reintegracionista ou combativa da Língua... senão de muito mais, é um projeto em que muitos estamos à procura de algo, de um algo comum que nos roubaram.

E justamente acho que com esta proposta - um bocadinho precipitada e algo chafalheira para mim ;) - o que se pretende apenas é desbotar da centralidade dos debates a questão da Norma, para e precisamente, deixar de perder tempo e energia e podermos abrir outros debates que nos levem a novos projetos, ou espaços comuns.

JLF

Joám Lopes Facal Fri 25 Sep 2015

Concordo na releváncia da AGAL, Ernesto. Contodo, considero conveniente manter o amistoso debate sobre a norma, ineludível para os que pensamos que o formato genuíno da AGAL é umha óptima ferramenta para o activismo em prol da recuperaçom e hegemonia da nossa língua assediada (assi o viu sempre o inependentismo, necessitado de dirigir-se à sociedade real), em contraste com a hipótese alternativa de habilitar o "português da Galiza" como veículo que, na minha opiniom, só conduz a uum narcissismo defensivo e grupal e ao afastamento da sociedade a que pertencemos. Um saúdo muito cordial

E

Ernesto Fri 25 Sep 2015

Concordamos Joam, eu por isso estou a contra desta amalgama. Sou dos que pensam que qualquer uma das normas (incluidas as ILG) é útil e uma realidade enquanto tenha utentes que a queiram empreguem e atualizem.

Eu a contrário, não tenho certeza de que norma é melhor para o coletivo... uso esta por uma conjunção de meros fatores, provavelmente pessoais... e prefiro deixar o tempo fazer o seu labor e não acelerar as cousas.

JLF

Joám Lopes Facal Fri 25 Sep 2015

A maior simpatia pola tua filosófica ataraxia, tam no "quod nihil scitur".
A minha biografia fai-me mais guerrilheiro: restos e relíquias da vida passada, fascínio pola questom social.

ACL

Antia Cortiças Leira Fri 25 Sep 2015

Somos galegxs e não nos entendemxs! ;P

HLD

Héctor Lopez de Castro Fri 25 Sep 2015

A «norma de confluência» só teria utilidade se os atuais utentes das normas AGAL e AO as abandonassem em favor da nova. Como nom penso que isso vaia acontecer, o cenário mais provável é que onde havia duas normas passe a haver três. Seria umha curiosa forma de amanhar o suposto problema. :)

VF

Valentim Fagim Fri 25 Sep 2015

Sou a favor de que a AGAL seja a casa comum dos reintegracionistas, usem a norma que usarem. Para mim a missão da Agal deve ser a difusão da estratégia reintegracionista, não a difusão de uma dada norma. Com o esquema atual existe uma hierarquia entre normas no seio da AGAL e portanto uma hierarquia entre as pessoas. Por isso voto a favor da proposta para que a questão normativa não nos distraia do realmente importante: garantir a existência da língua galega.

HLD

Héctor Lopez de Castro Fri 25 Sep 2015

Valentim, concordo com o espírito mas nom com a soluçom. Nom é mais fácil dizer que para a AGAL as duas normas som igualmente legítimas, sem necessidade de criar umha nova?

UO

Uxio Outeiro Fri 25 Sep 2015

Eu sou a favor da nova norma, já disse, mas porque entendo que o espírito não é o de negar as preferências pessoais. Acho que o lógico seria fazer um única norma que permitisse, por exemplo, tanto -çom como -ção: a escolha seria individual. Acho que a deriva de uma situação assim seria para soluções únicas, não por enfrentamento de blocos, mas por simples usos

SF

Sabela F Fri 25 Sep 2015

Nestes tempos de Junts pel si e, sobretodo, das CUP, unidade popular, completamente a favor duma norma de confluência onde as duas sensibilidades se vejam reconhecidas. Se o debate é curto em tempo e próspero em propostas de cooperaçom e nom de concorrência, servirá para visibilizarmos um reintegracionismo rico em matizes e unido no verdadeiramente importante. Frente a luta de "gramáticas", a ecolinguística e os dados do IGE.

MP

Miguel Penas Fri 25 Sep 2015

Acho que Ugio dá no cravo, a proposta é conseguir a unidade dentro da diversidade. Não é questão de abrir debates mas sim de preparar uma norma galega plenamente lusófona que seja flexível e que poda dar respostas a qualquer pessoa que acredite na nossa estratégia para a língua.

Preparemos para construir um discurso global para a Galiza lusófona que vai chegar. Esse é o objectivo.

DU

[deactivated account] Fri 25 Sep 2015

Se calhar é que eu nom sou linguísta, filólogo, nem de letras em geral, mas penso que a gente está a falar de cousas que eu nom vejo.

Atualmente há gente que escreve a sua fala galega usando certas escolhas que a norma AGAL nom aceita, mas sim outros padrões da nossa língua. E vam-no continuar a fazer, digamos o que dixermos. Entom, nom vejo problema em aceitar que seja possível escrever, por exemplo, "coração" ao lado de "coraçom", nem vejo que isso crie problema nengum. É só dar abrigo a essa gente dentro da norma.

Depois, com o tempo, a gente acabará por mostrar preferência por umha das formas, porque afinal som as falantes (escreventes, neste caso) as que criam a língua. Já aconteceu isso antes no reintegracionismo, onde sendo as duas opções possíveis acabárom por impor-se as formas "quatro, quando, qual..." às formas "catro, cando, cal...".

VG

Vítor Garabana Fri 25 Sep 2015

Eu veria lógico fazer umha extensom da norma gráfica da AGAL para admitir -ão, -ã, -ões. O til de nasalidade "primeiro estranha-se e depois entranha-se" e afinal dá muito jeito para unificar graficamente as pronúncias galegas -ám/ao, -á/ám, -ons/ois. Sem banir o uso de -om/ons. Entendo que a proposta é para aglutinar as diferentes tradições gráficas e isso é apenas a ortografia, nom inclui a morfologia verbal, ou sim? Incluir-se-iam ambas as conjugações dos verbos irregulares, a padrão portuguesa e a actual AGAL na norma aglutinada? Declaro-me aprendiz e aberto a novas propostas. Portanto voto SIM.

GU

Gerardo U. Fri 25 Sep 2015

Olá, pessoal. Antes do debate continuar, agradeceria-vos LERDES COM ATENÇÃO A PERGUNTA. Reparei no que se pergunta, por favor, ou isto não serve de nada mais do que para fazer um debate bizantino.

Aqui não se pergunta nem se a norma da AGAL deve desaparecer, nem há um debate entre "norma coraçom e norma coração" nem cousas polo estilo.

A pergunta é: és a favor de haver uma única norma (mas flexível) para o reintegracionismo galego ou que continue o esquema atual? A pergunta é essa e apenas essa. E como também se indicou, a pergunta é apenas para conhecer qual é a opinião maioritária dos sócios e sócias da AGAL, e a única maneira de conhecer a opinião é PERGUNTANDO.

Saúde.

ED

eduardomaragoto@gmail.com Sat 26 Sep 2015

Existem duas estratégias para a normalizaçom do galego, a reintegracionista e a autonomista. Nom precisamos de complicar mais o panorama. Com umha única norma reintegracionista, o suficientemente flexível para ninguém ficar excluído, a nossa proposta será mais forte e fácil de entender na sociedade.

ED

eduardomaragoto@gmail.com Sat 26 Sep 2015

Vítor,
sem querer adiantar acontecimentos, porque seriam técnicos a decidir isso, a filosofia é que sejam incluídas as duas conjugaçons, como de facto já acontece na atual normativa da AGAL em muitos casos (veja-se verbo fazer ou dizer, por exemplo).

SA

susana arins Sat 26 Sep 2015

Quando este tema foi proposto dentro da candidatura eu fui a primeira em mostrar surpresa e não querer ver a necessidade de debate nenhum. Em parte porque eu, a nível pessoal, resolvi a controvérsia, ou contradição, ou incongruência, há bem de tempo: escrevo como me peta em AGAL e como me quadra em AO. Mas soubem também que essa não é a posição em que se encontra todo o mundo. Dão-se tensões entre pessoas e grupos, dentro da própria AGAL, sobre as escolhas ortográficas da editora, da área audiovisual, do conselho. Eu não desejo perder tempo, recursos e pessoas com este assunto. Tenho luitas mais importantes em que gastar as energias. Mas não por isso vou obviar que a AGAL tem que resolver esta questão. São horas. Há vinte anos não havia uma Lei Paz Andrade, nem a Lingua Portuguesa como matéria optativa nos licéus. Trata-se de aceitar o AO e acrescentar a ele variedades galegas em uso. E que todas podamos dizer que estamos a escrever a mesma língua.

JLF

Joám Lopes Facal Sat 26 Sep 2015

Considero haver dous pólos identitários convivindo na AGAL: (a) Reabilitaçom do galego vivo como imperativo, (b) Promoçom do português na Galiza como prioridade.
Ambas posiçons som compatíveis e coexistentes embora sejam conjuntos disjuntos.
Qualquer hibridaçom, além de quimérica [(coraçom (¿?) <> coração (¿?)] ameaça o pacífico convívio.
Considero útil o debate: abramo-lo em tempo e forma sem que tam intempestiva disjuntiva distorça o processo eleitoral.

ÍM

Íria Mayer Sun 27 Sep 2015

Para mim a AGAL deve acolher as diferentes opções normativas, sem que isso seja um problema para ninguém. É uma escolha individual, que deveria ser respeitada por tod@s.

Ora bem, acho que não compreendo muito bem a questão colocada...

  1. "Aglutinar" norma AGAL e padrão para termos uma terceira opção? Portanto, 3 normas a escolher?!

  2. Aceitar que há sensibilidades diferentes dentro da AGAL, usos diferentes de normas, sem hierarquias... e continuar avante?

AV

Alonso Vidal Sun 27 Sep 2015

A ver, o que eu entendo e no que concordo é que a NORMA AGAL se modifique para implementar as formas do padrão (A.O.) Por exemplo que contemple as formas cançom e canção. Não/nom vejo qual é o problema. Os fieis seguidores/as da genuina AGAL (cançom), dada a sua evidente utilidade formativa e divulgativa, podem continuar usando-a. Os que usam a norma padrão (em qq das suas versões) poderão presumir de, além de seguir a norma padrão, são fieis à norma AGAL porque já admite estas formas. De não ser assim, o único motivo que se me ocorre é que NA REALIDADE, ESTEJA EM CONTRA DA NORMA AGAL E QUEIRA QUE DESAPAREÇA. :)
Por que negar-nos a que uma norma, sem perder nenhuma das suas características (ou só alguma se o decidir a sua Comissão Linguística), implemente NOVAS FORMAS INTEGRADORAS? Que alguém mo explique. Obrigado.

RM

Raquel Miragaia Sun 27 Sep 2015

Demorei muito a responder esta pergunta porque não compreendi os termos da questão, e vendo agora os comentários do debate acho que cada pessoa entende cousas diferentes. Tal e como eu o vejo, o lógico sería que tanto a norma padrão como a norma AGAL fossem aceites dentro da AGAL, cousa que achei que já acontecia. Quanto a fazer modificações na norma AGAL para actualizá-la, penso que essa decisão compete a comissão linguística. Agora, não tenho certeza de que seja isto sobre o que se nos pergunta.

E

Ernesto Mon 28 Sep 2015

Olá, não pensava continuar a debater, porque acho e quanto mais vejo os comentários e o sentido dos votos que não compreendi bem o sentido da pergunta nem o debate.

Espero que as minhas palavras falando em "perspectiva" isolacionista não as leveis a mal.

Penso que a pergunta carece quanto mais o penso de sentido para mim e vou mudar o meu voto a abstenho-me.

Por enquanto, como gostei deste texto, deixovo-lo para sair do debate e tomar uma perspectiva mais distante:

http://www.diarioliberdade.org/opiniom/opiniom-propia/57999-a-l%C3%ADngua-para-quem-a-trabalha.html

JRP

José Ramom Pichel Mon 28 Sep 2015

A Internet desde os ano 90 sobretudo com a aparição da Web deu a possibilidade a que a gente aprenda a escrever qualquer língua do mundo diretamente e sem intermediários.

Isto produz que no caso de qualquer língua do mundo, os intermediários linguísticos devem reconfigurar o seu papel e liderar desde a sedução os processos desde o que a gente por si própria descobre e não ao que estavam acostumados, a prescrever e que a gente acate.

Isto é, aceitar que o mundo desde a aparição destas tecnologias, as línguas não se constroem desde modelos válidos para o século XVIII, XIX ou XX. .

No nosso caso, xs galegxs que querem aprender a escrever com uma ortografia própria e interoperável com o resto de territórios da nossa língua (Portugal, Brasil, etc.), ou seja xs galegxs que vivem a sua língua como um somatório de variedades, isto é reintegracionistas, vão/vamos construindo a nossa língua utilizando todo o que nos oferece Internet diretamente, construindo pouco a pouco o galego do século XXI desde o que consideram/mos compatível com a identidade e a utilidade.

Para mim, por tanto, uns e outros, qualquer um/a estamos no mesmo barco, e portanto todos somamos, ninguém resta.

No entanto, para que isso se efectivize deveria dar-se cabida legal na AGAL a todo este continuum reintegracionista de escreveres e falares, sem nunca deixar de ter o que já temos. Quero que continuemos como um movimento social, científico e não dogmático que aprende do ensaio e do erro. Equivocar-se para aprender.

Eu quero que a AGAL continue a ser isso sem perder nunca o nosso objetivo final: tentar a hegemonia da nossa variedade galega ao Norte do Minho sem perder a interoperabilidade internacional, que é o que pode fazer que xs galegxs tenham no fundo uma vida melhor.

Obrigado a todxs polo magnífico debate!

IL

Isaac Lourido Mon 28 Sep 2015

Concordo com posiçons anteriores como as de Iria ou Raquel. Desconhecia que existissem no interior da AGAL hierarquias e chatices devido a este assunto, que alguém se sentisse excluído/a. Dizia antes Valentim "A missão [da AGAL] deve ser a difusão da estratégia reintegracionista, não a de uma dada norma". Concordo cento por cento com essa afirmaçom mas, por isso mesmo, discordo na necessidade de mexer neste debate.

RG

Ricard Gil Mon 28 Sep 2015

Eu entendo que AGAL deve potenciar o uso do galego reintegracionista.
Para mim é também válido a minha escolha como os que escrevem em ão, desde que seja galego reintegrado o que escrevemos
Umha cousa é que a comissom linguística defenda o uso da norma agal e publique seguindo os seus próprios critérios, e outra os escritores e utentes que fagam como bem quiserem
eu som pola uniom
Entendo que a AGLP vai prescrever só português padrão e desentende-se de configurar umha norma para o galego, se estiver enganado também poderiam colaborar em parceria coa Agal e reconhecer essa norma como própria
Do resto há muitos negócios /paradas/cousas bem mais interessantes como escola semente e grupos e lojas para reintegracionistase o fantástico trabalho feito por pessoal da Através, da Comissom,da Gentalha
Nome esqueçamos isso
E apoiemo-nos que os egos nom possam com o espírito de solidariedade
Boa noite para todas

VF

Valentim Fagim Tue 29 Sep 2015

A amiga Raquel diz : "o lógico sería que tanto a norma padrão como a norma AGAL fossem aceites dentro da AGAL". Seria o lógico mas não acontece assim, ou acontece com pressões e desencontros que devem assumir as equipas de trabalho e não chegam aos/às sócios/as. A candidatura do Eduardo vai no caminho de resolver isto para que 100% das energias sejam usadas para criar. Uma forma, mas há muitas, é que haja uma norma que inclua ambas as sensibilidades e cada pessoa use a que lhe convinher em cada contexto.

JFP

Joám Francisco Paz Lopes Wed 30 Sep 2015

Proposta: "O objetivo seria que a forma escrita da variedade galega seja marcada polos usos das pessoas e que sejam estas as que a orientem na direçom que acharem oportuna em cada momento"

Esta deriva individualista ("Uma forma, mas há muitas, é que haja uma norma que inclua ambas as sensibilidades e cada pessoa use a que lhe convinher em cada contexto. " em palavras de Valentim) nom é própria de umha Associaçom que visa "Trabalhar para estabelecer no idioma galego a normativa escrita de carácter reintegracionista, científica e independente, que cubra os diversos aspectos da língua, quer dizer, o ortográfico, o morfo-sintáctico e o léxico" -Art. 4.2 dos Estatutos (Agália Nº 1)-.

Qual é o problema de manter a norma AGAL nos termos atuais (já é flexível de mais ao meu modo de ver)?.

Quem queira usar o padrom português (ou o brasileiro) é livre de o fazer mas nunca se está a falar como representante da Associaçom porque daí é de onde venhem as confusons.

E se alguém acha que isto é umha postura inflexível que chame às portas da AGLP e que ofereça ali as suas "flexibilidades". Ou é que só tem que mudar a AGAL?.

E fico aqui porque sei que vou ser atacado como se tivesse a raiva, ;)

P.S.: Nom escrevim antes porque temia que a malta de "Juntos pelo Sim" endoidecesse desnecessariamente...

VF

Valentim Fagim Wed 30 Sep 2015

Caro Joám, adorei o de "Juntos pelo Sim" mas não te vou atacar com raiva. Fica descansado ;-)
Agradeço muito a tua mensagem porque na verdade estamos a falar da natureza da Agal. Para ti o Art. 4.2. deve fazer parte da missão da AGAL.
Para mim a missão da AGAL deve ser difundir a estratégia reintegracionista usando a norma mais eficaz em cada momento e sempre respeitando os usos dos sócios/as que levam adiante cada projeto.
Assim sendo, os estatutos, a meu ver, devem adaptar-se ao que AGAL é em 2015.

T

Tiago Wed 30 Sep 2015

Mudo a minha postura. Por ter tido no passado muita implicação neste tipo de debates normativos, não queria que se abri-se uma outra vez a Caixa de Pandora. Além disso, acho que a proposta estava mal formulada. Depois das diferentes intervenções e do artigo do Eduardo, a proposta fica mais clara. É por isso que dou o meu voto à Candidatura de “Juntos pelo Sim” (obrigado Joám Paz), embora eu seja mais das CUP :D. Para que em vez de Comissários Linguísticos, tenhamos pessoas focadas na socialização do reintegracionismo. Tão só desejo que essa nova normativa não seja um obstáculo para que Teresa Moure ou Sechu Sende continuem a publicar livros em Através em -ão ou em -om.
Uma outra coisa, a menos que sejamos nacionalistas essencialistas, e penso que numa organização como AGAL não deveria haver muitos, no momento que um galego ou uma galega escreve com -ão essa normativa é galega, embora aos meus anos ainda não saiba com certeza o que isso significa :D.

GU

Gerardo U. Wed 30 Sep 2015

Adorei, Tiago :-D

E

Ernesto Wed 30 Sep 2015

Ando muito desconcertado e despistado com isto... Mas acho que finalmente entendi...

Atualmente a norma AGAL, não é da AGAL. Não é dos associados. É da C.L.. Não é modificável pelo consenso da gente. Apenas por decisão da minoria ilustrada que compõe a C.L.

A norma não é da gente, como naquela piada do velho galeguismo... A nossa norma, não é nossa...

Tanto tem que seja mais ou menos própria, ajeitada ou querida... Tanto tem o que as pesdoas queiram ou nao introduzir, dar opção dentro ou modificar. Porque isso não afeta a questão central... A norma emana da C.L. e tanto tem o que a gente opinar, preferir, escolher ou vá fazendo...

É isto o que se quer "corrigir" por meio deste debate e pergunta? Que a norma AGAL passe a ser dos associados e não apenas propriedade da C.L. ???

VF

Valentim Fagim Wed 30 Sep 2015

Bem-vindo Ernesto ;-)
A CL elabora normas mas por cima dela está a assembleia e o conselho que marcam estratégias. Tudo este debate é para marcar estratégias, na verdade que é a AGAL, qual a sua missão social, e o que vai fazer nos próximos dez anos.

E

Ernesto Wed 30 Sep 2015

Bom... Mas a pergunta era para despistar...?

Porque para mim está história e debate tão raro é demais... Solicitei baixa na Associação, suponho que em breve será efectiva. Não mo tomeis a mal, mas não me encontro cómodo com isto tudo.

Até e apertas

MJH

Mário J. Herrero Valeiro Wed 30 Sep 2015

Se este estéril e irrelevante debate tem servido para abandonares a
Associação, qualquer improvável bom final do processo iniciado nunca compensará
a perda da tua presença. Por tratar de a-comodar e contentar alguns (que
suspeito que não querem a-comodo mas in-comodar apenas), o mais provável é que
se acabe por perder outras. Enfim, eu também começo a não me sentir nada cómodo,
sinto-o. Saúde,

Mário Herrero

MP

Miguel Penas Wed 30 Sep 2015

Ernesto, agradeceria muito que reconsiderasses a tua baixa. A sério, é totalmente contrária ao que se pretende com este debate. Como mínimo até passara assembleia.

Em todo caso. Abraço forte

AO

André Outeiro Wed 30 Sep 2015

Num principio achei que podia ser interessante abrir este debate, e nom duvido da boa vontade, que sei que a há, mas acho oportuno reflexionar com um par de perguntas.
Vai-se abrir este debate noutras organizações??
Vai-se decidir por umha Comissom de pessoas com formaçom suficiente ou em assembleia?
Outras organizações ou órgãos académicos vam adotar a mesma mudança ou simplesmente vam seguir optando polo padrão português?
Tenho sérias dúvidas de que traga algo positivo, ainda que confio em que o debate continue amodinho.

E

Ernesto Thu 1 Oct 2015

Ok, caros, não pretendia dramatizar... e não é por causa do debate... é por sentir-me absolutamente desconectado da gente, dos argumentos, dos espaços comuns... por decatar-me de que estou completamente fora, a emigração passa fatura...

Mas tudo bem... fico por cá e desculpo-me pelas minhas intervenções, pelos meus exageros e pela minha falta de compreensão deste processo, do debate e das posições da gente.

Apertas

VF

Valentim Fagim Thu 1 Oct 2015

Caro André, o que fizerem noutras entidades é uma questão interna deles. Eu respeito radicalmente a soberania de cada entidade como espero que respeitem a da AGAL. Somos as pessoas sócias as que devemos decidir o que vai ser a AGAL nos próximos anos. Um grande abraço.

BFM

Briaxis F. Mendes Sun 4 Oct 2015

Concordo com a visom plural e dinâmica da língua e da norma que o Ernesto V. Souza tem defendido aqui e noutros lados. Partilho também do essencial do exposto polo Joám Lopes Facal, nomeadamente no que di respeito à importância de um padrom próprio e auto-centrado como o que elabora a C.L. Para além disso, acho que a experiência aconselha sermos prudentes quanto a experimentos de confluência (tipo samnorsk) entre diferentes modelos de língua: para eles sucederem é precisa umha afinidade prévia que o presente debate pareceria pôr em questom.

Contodo, a proposta da candidatura "Polo novo consenso" tenta dar resposta a um problema real. A simples observaçom confirma a existência, dentro do reintegracionismo, de concepções da língua situadas entre o português europeu padrom e a norma da (C.L. da) AGAL, mas que nom se vem plenamente representadas por nengum destes extremos. Mesmo assumindo que a norma é apenas umha convençom que pode (e por vezes deve!) ser questionada, quem chega ao reintegracionismo e decide viver a língua deste modo traz consigo muitas perguntas; e se tanto pessoal (eu inclusive, embora nom neste momento) anda a combinar o -ão com o "che" e o "fijo" é porque eles devem achar que nengumha das respostas actuais oferece o "mix" certo entre unidade ortográfica galego-portuguesa e fidelidade à morfologia autóctone.

A ampliaçom da norma agálica, nos termos em que tem sido formulada nesta proposta, parece umha soluçom ponderada e respeitosa de todas as sensibilidades: acolhe usos muito estendidos, reforçando a segurança dos utentes, mas sem banir qualquer umha das formas que já se encontravam na norma nem impedir a Comissom de continuar a recomendar as variantes que achar preferíveis. Confio em que isto permita também mudar o foco do ortográfico para outros aspectos de umha língua de qualidade, como poderiam ser o léxico, a sintaxe ou a pronúncia (necessitados hoje de "cuidados intensivos" independentemente da ortografia, como muito bem entendeu o próprio Eduardo S. Maragoto no seu último livro).

De resto, com confluência ou sem ela, acho que seria muito desejável e prático dispor de um único texto normativo, que incorporasse as sucessivas relações, relatórios, acordos e actualizações.

ATP

Aurora Tasende Pombo Wed 7 Oct 2015

Não sou a favor de aumentar a confusão criando mais regulamentações das que já há.Acho que o que necessita a maioría da sociedade galega é ter acesso ao estudo da língua portuguesa em todas as escolas ,a chegar a fixar com segurança a sua grafía e a identificar-se com ela.

JLF

Joám Lopes Facal Wed 7 Oct 2015

Estou contra a polarizaçom de lealdades na AGAL.
Sob a pretensa impermeabilidade e domináncia dos adeptos à normativa primitiva, que um exame do PGL ou da Agália nom comfirmam, parece estar coalhando um questionamento do CL-AGAL potencialmente perigoso. Duas normas ortográficas em convivência pacífica é a soluçom certa: nom há norma intermédia, apenas dous frentes de actividade. "Os do çom" solicitamos respeito e cooperaçom entre as duas lamas da AGAL

ACL

Antia Cortiças Leira Wed 7 Oct 2015

Eu também quero que todo o pessoal se entenda e dê bem; por isso continuo sem lhe ver sentido a nada disto. Pela minha parte respeito profundamente o -çom, e percebo-o perfeitamente. Somos galegxs e... queremos perceber-nos?

JLF

Joám Lopes Facal Wed 7 Oct 2015

Umha modesta proposta: os promotores da moçom "Polo Novo Consenso" estám obrigados a explicitar em que consiste "o velho consenso" e as razóns polas que é periclitado. Como também os motivos da introduçom de um "novo consenso" que comportará prováveis tensons desnecesárias scerca do "velho consenso", quer dizer, o vigente.
A ligaçom da nova candidatura ao "novo consenso" suscita um problema para os que apreciamos os companheiros que se candidatam mas nom o seu programa implícito, que pretende --segundo eu vejo--
questionar representatividades e equilíbrios internos na amistosa convivência entre legitimistas e afrancesados ante um país ocupado.

E

Ernesto Wed 7 Oct 2015

Bom... a pergunta é má, a intenção boa, e agora sabemos que há discrepâncias (estratégicas e simbólicas) entre a CL e os últimos conselhos... mas paciência... se Bob Dylan pode resgatar "Dixie", não há nada neste mundo que não tenha solução ... https://www.youtube.com/watch?v=prBXNwxjU4I

JLF

Joám Lopes Facal Wed 7 Oct 2015

Certo, Ernesto: legitimistas e afrancesados ou unionista e confederados. Que difícil é fazer umha naçom!

VF

Valentim Fagim Wed 7 Oct 2015

Facal, é um slogan em chave galega. O velho consenso é que o galego é a língua da Galiza e vai servir para tudo, a língua de Portugal e o Brasil é outra cousa e não é interessante para a sociedade galega, e o espanhol é a língua a sério, sobretudo porque o galego, ILG-RAG, não serve para tudo e as suas enormes carências são preenchidas com a língua do estado.

O plano desta candidatura, seguindo o trabalho dos últimos anos, é construir um novo consenso a respeito da língua da Galiza. Um abraço.

JLF

Joám Lopes Facal Wed 7 Oct 2015

Servir para tudo? autosuficiência, em definitivo? Bom, a autarquia, tanto na economia como na língua é umha posiçom ilusória. No entanto, conformaria-me com que o formato nacional do galego da Galiza fosse tam sólido e operatico como o catalám e o euskara e tam duradoiro como a norma consagrada por Galáxia (1950) que é, afinal, a abençoada polo ILG-RAG.

VM

Vítor Meirinho Wed 7 Oct 2015

Em realidade sucede —factualmente— o seguinte: na Galiza existe uma corrente chamada reintegracionismo, e muitas pessoas se identificam como reintegracionistas. Algumas delas escrevem isto:

A) «Eu não sei onde estamos, já te disse que não tenho GPS.»

Outros escrevem isto:

B) «Eu nom sei onde estamos, já che dixem que nom tenho GPS.»

Outros ainda escrevem uma combinação de ambas cousas (eu, por exemplo):

C) «Eu não sei onde estamos, já che disse que não tenho GPS.»

Socialmente, identificamo-nos como reintegracionistas, mas se nos perguntam em que escrevemos diremos:

A) Escrevo em português.
B) Escrevo na norma da AGAL.
C) Escrevo ao meu jeito.

Com a proposta de confluência —segundo a entendo e ma explicárom— A, B, C poderiam continuar a fazer o que factualmente já fazem. A diferença seria que todos poderiam afirmar que escrevem na mesma normativa.

Com isso concordo.

ACL

Antia Cortiças Leira Wed 7 Oct 2015

É isso mesmo, respeito, convivência. Mas era precisa esta salada toda para chegarmos aonde eu pensava que já estávamos há tempo?! é o que me fazia/faz confusão a mim...

JFP

Joám Francisco Paz Lopes Wed 7 Oct 2015

É mais do que evidente que as discrepáncias chegam até o extremo de entender cousas diametralmente opostas quanto à própria pergunta e o enunciado que a acompanha, o qual é bem próprio da filosofia "pós-moderna" que acompanha este suposto "novo consenso" e que nom é mais do que recuarmos à década de 90 e aquelas intermináveis teimas com o AO.

E o Eduardo (e também o Valentim, entre outros vários que escrevem aqui) som plenamente conscientes de que o reintegracionismo nom vai dar nengum salto qualitativo nem quantitativo com esta proposta. Antes ao contrário, o facto de ter aberto este debate, nom é mais que dar argumentos a quem é anti-reintegracionista.

Mas o tempo sempre pom a cada quem no seu lugar...

FVC

F. Vasquez Corredoira Wed 7 Oct 2015

A verdade é que só agora fiquei a saber que andava a debater-se aqui a proposta «aglutinadora» e também é verdade que só de relance acompanhei o debate sobre o assunto no PGL. Ignoro, além do mais, em que consiste exatamente essa «aglutinação». Dito isto, opino, como A. Tasende Pombo, que a proposta de «aglutinar numa única norma» a atual norma da AGAL e a atual norma portuguesa não irá diminuir as discrepâncias na maneira de representarmos por escrito a nossa fala e sim irá ferir a sensibilidade galeguista dalguma gente (como já estamos a ver). Igualmente, parece-me que quem prefere escrever em «português» não irá abandonar essa prática.
Enfim, que, no meu modesto parecer, seria melhor não mexer na norma no sentido agora proposto.

EMQ

Eliseu Mera Quintas Wed 7 Oct 2015

Continuo sem entender como pode ser que uma norma na que todo o mundo se veja representado pode abrir feridas. Suponho que tem de ver com velhas dinâmicas que não nos interessam muito às pessoas que nos incorporamos mais recentemente ao reintegracionismo, como prova o resultado atual das votações.
Sobre o que perguntava a Antia se é necessário ou não lançar a proposta, direi que depende do que queiramos fazer com a Agal. Se só aspiramos a que seja um espaço no que há reintegracionistas que fazem algumas cousas mesmo com um certo caráter reivindicativo, talvez não. Se queremos lutar por um reconhecimento oficial é porque distintas entidades (culturais, políticas, vizinhos, empresariais...) aceitem, por exemplo, incluir a norma internacional nas suas comunicações públicas, não lhes podemos dizer que existem duas normas, que as estudem e que depois decidam porque não nos considerarám em sério. Melhor uma norma com escolhas -as divergências explicam-se num fólio- que duas supostamente irreconciliáveis.
Fora da Agal há miles de pessoas que temos que seduzir para que o nosso projeto tenha sentido, e não lhes podemos pôr as cousas mais difíceis do que já são indo-lhes com duas normas para competir contra o castelhano e o galego autonómico.
De pouco vale ter dous padrões maravilhosos -que o são- se a língua morre. Pensemos em grande e em futuro.

AV

Alonso Vidal Wed 7 Oct 2015

Concordo com o Eliseu. E não sou nova incorporação :)

Em 7 de outubro de 2015 21:28, Eliseu Mera Quintas (Loomio) escreveu:

Continuo sem entender como pode ser que uma norma na que todo o mundo se veja representado pode abrir feridas. Suponho que tem de ver com velhas dinâmicas que não nos interessam muito às pessoas que nos incorporamos mais recentemente ao reintegracionismo, como prova o resultado atual das votações.

Sobre o que perguntava a Antia se é necessário ou não lançar a proposta, direi que depende do que queiramos fazer com a Agal. Se só aspiramos a que seja um espaço no que há reintegracionistas que fazem algumas cousas mesmo com um certo caráter reivindicativo, talvez não. Se queremos lutar por um reconhecimento oficial é porque distintas entidades (culturais, políticas, vizinhos, empresariais…) aceitem, por exemplo, incluir a norma internacional nas suas comunicações públicas, não lhes podemos dizer que existem duas normas, que as estudem e que depois decidam porque não nos considerarám em sério. Melhor uma norma com escolhas -as divergências explicam-se num fólio- que duas supostamente irreconciliáveis.

Fora da Agal há miles de pessoas que temos que seduzir para que o nosso projeto tenha sentido, e não lhes podemos pôr as cousas mais difíceis do que já são indo-lhes com duas normas para competir contra o castelhano e o galego autonómico.

De pouco vale ter dous padrões maravilhosos -que o são- se a língua morre. Pensemos em grande e em futuro.

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JFP

Joám Francisco Paz Lopes Wed 7 Oct 2015

Pode ser que haja quem seja tam ingénuo, "naïf" ou cándido como para acreditar seriamente nisto que escreve Eliseu (a quem nom conheço):

"Se queremos lutar por um reconhecimento oficial é porque distintas entidades (culturais, políticas, vizinhos, empresariais…) aceitem, por exemplo, incluir a norma internacional nas suas comunicações públicas, não lhes podemos dizer que existem duas normas, que as estudem e que depois decidam porque não nos considerarám em sério. Melhor uma norma com escolhas -as divergências explicam-se num fólio- que duas supostamente irreconciliáveis. "

Reconhecimento oficial? Isto tem de ser umha brincadeira. O reintegracionismo NUNCA será "oficial" enquanto continuemos a ser umha "autonomia" do Reino.

E como muitas pessoas acham/os que essa situaçom vai para longo, pois o único que podemos fazer é continuar a sobreviver como levamos a fazer anos e anos... Uns escrevendo em norma da AGAL, outros em padrão lisboeta (acordado ou nom) ou no que a sua sabedoria lhes dê a entender, porque o Eduardo, como professor de português que é na EOI, sabe que dominar umha língua leva muitos anos.

Sejamos conscientes de que continuamos a ser umha pinga de água no oceano espanhol e que este otimismo da inteligéncia que algumhas pessoas mostram aqui é qualquer cousa menos "Gramsciano".

Ou é que agora -por nom ir mais longe- na cámara municipal de Compostela pensam utilizar "de forma oficial" este nova normativa "consensuada"?

VM

Vítor Meirinho Wed 7 Oct 2015

Então não há muito mais que falar: a saúde do galego depende da Independência Nacional, que não verão os nossos olhos. Já podemos dissolver a Agal e dedicar-nos a trabalhar em prol do bem pessoal.

(Ou da independência.)

JA

João Aveledo Wed 7 Oct 2015

Então John, não existe Flandres ou o Quebeque?

Date: Wed, 7 Oct 2015 21:03:55 +0000

QDM

Quiquinho de Melide Wed 7 Oct 2015

Eu só queria comentar que vou manter o sentido do meu voto e explico-me.
Por umha parte sou a favor de resolver as discrepáncias e tensons entre a CL e o(s) conselho(s) por causa das normas, mas continuo a pensar que esta nom é a melhor maneira de resolver.
Forte abraço a toda a malta, tou-no a passar com este debate melhor do que pensava que ia resultar ao começo!

AV

Alonso Vidal Wed 7 Oct 2015

Eu sou cándido, ingénuo e naif. Levo mais de trinta anos no reintegracionismo e uso norma AGAl nas minhas aulas. E textos em português padrão. Continuo sem ver por que acrescentar formas à norma AGAL, como optativas, como de facto já acontece, por outra parte, pode ser excludente. Por que uma norma do espanhol que inclua *tienes junto a *tenés , *tu junto a *vos, não o é? Saúdos.

Em 7 de outubro de 2015 23:23, Quiquinho de Melide (Loomio) escreveu:

Eu só queria comentar que vou manter o sentido do meu voto e explico-me.

Por umha parte sou a favor de resolver as discrepáncias e tensons entre a CL e o(s) conselho(s) por causa das normas, mas continuo a pensar que esta nom é a melhor maneira de resolver.

Forte abraço a toda a malta, tou-no a passar com este debate melhor do que pensava que ia resultar ao começo!

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M

MariadoMarLopes Thu 8 Oct 2015

Eu decidi mudar o meu voto. Depois de ler algumas coisas, sou a favor

Enviado de Samsung Mobile

-------- Mensagem original --------

De : "Alonso Vidal (Loomio)" notifications@loomio.org

Data: 08/10/2015 00:06 (GMT+01:00)

Para: mmar_lopez@hotmail.com

Assunto: [AGAL] Candidatura ‘Polo novo consenso’

Eu sou cándido, ingénuo e naif. Levo mais de trinta anos no reintegracionismo e uso norma AGAl nas minhas aulas. E textos em português padrão. Continuo sem ver por que acrescentar formas à norma AGAL, como optativas, como de facto já acontece, por outra
parte, pode ser excludente. Por que uma norma do espanhol que inclua *tienes junto a *tenés , *tu junto a *vos, não o é? Saúdos.

Em 7 de outubro de 2015 23:23, Quiquinho de Melide (Loomio) escreveu:

Eu só queria comentar que vou manter o sentido do meu voto e explico-me.

Por umha parte sou a favor de resolver as discrepáncias e tensons entre a CL e o(s) conselho(s) por causa das normas, mas continuo a pensar que esta nom é a melhor maneira de resolver.

Forte abraço a toda a malta, tou-no a passar com este debate melhor do que pensava que ia resultar ao começo!

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ACL

Antia Cortiças Leira Thu 8 Oct 2015

Não sei se deveria colocar isto cá mas, é que fala tão claro! Só p'a descontrair! E é tão "galego" em todos os sentidos... ;P

https://www.youtube.com/watch?v=792Mbz8ANEA

E

Ernesto Thu 8 Oct 2015

Eu vou modificar de novo o sentido do meu voto. Dado que não desequilibra já nada em função dos votos emitidos, vou deixar na negativa original.

Quanto mais avança o debate e o processo fico convencido de que isto - ou eu não vejo - nem é um problema nem um conflito, ou quando menos que não é uma questão nem um problema coletivo que exija uma uma solução coletiva, debate e decisão coletiva... em realidade acho que como até agora é uma escolha pessoal que pode se resolver de forma diversa: alternando normas, relegando progressivamente uma delas, especializando os âmbitos de uso, desbotando-a.

Eu pensava que era um processo pessoal, de pinga a pinga e de tempo. De deixar a gente fazer, de experimentar, e tomar decisões, com vagar e sem ter de se posicionar diretamente e antes de tempo, deixando fluir as hesitações até o dia que se conformassem as opiniões, mas não decidir assim - sem que se saiba muito bem o que e sem decidir nada - seja em função de lealdades pessoais, seja de interesses particulares.

O Conselho é um órgão que se elege democraticamente. O pessoal é maiorzinho todo e sabe que vota e a gente que se apresenta sabe (ou deveria saber) que quer.

Simplesmente é questão de o dizer no seu programa: que se quer fazer?. O Conselho pode fazer muita cousa, mas não tem carta branca em nenhum caso, e lidar com a C.L. e respeitar os regulamentos e os direitos dos associados é simplesmente parte do trabalho.

Saúde,

PG

Paulo Gamalho Thu 8 Oct 2015

Car@s, sei que ninguém vai acreditar, mas desde que começou esta discussão, o meu computador desconfigura o dead-tilde da tecla Altr-Gr-4. Tenho que reconfigurar o teclado cada vez que o ligo. A sério. Se acreditasse nas teorias conspiranóides, teria a suspeita que algum hacker anti-confluência infectou o meu computador. Bom, isto é para descontrair (mas é certo o do dead-tilde).
Abraço a tod@s.

RG

Ricard Gil Thu 8 Oct 2015

Adorei o vídeo do
Wilde mar Bastos nom conhecia
Isso que é galego

Date: Thu, 8 Oct 2015 06:15:38 +0000

E

Ernesto Thu 8 Oct 2015

Carambas Paulo, seica o mal de olho modernizou-se, e agora é mal de teclado... XD XD

JLF

Joám Lopes Facal Thu 8 Oct 2015

Aqui há algum mistério que alguêm deve esclarecer. Primeiro é um corrector fora de toda suspeita que qualifica de bizantina uma alusom persoal impecável, depois umha combinaçom sagrada de teclas para todo reintegrata que se nega a obedecer. Dado que muitos aderentes à AGAL nom fazem parte da "Geraçom Spectrum", de onde é que procedem entóm estes atentados ao estado de meditaçom transcendental em que está submersa a honesta congregaçom agálica? Alguém pode ajudar?

JGL

Joseph Ghanime Lopes Thu 8 Oct 2015

Sou a favor da proposta porque penso que vai ajudar as pessoas que se achegam ao reintegracionismo a darem o passo com mais segurança, e sem medo a serem julgadas continuamente polo uso que fam da língua, o que agora sim acontece, basta ver os comentários aos artigos do PGL: "olha, e tu porque escreves "pessoa" em vez de" persoa", etc. se em tal zona não sei quê..?". Quem se quer mostrar se sabe que tem trinta olhos a perscutar palavra por palavra o que escreve, e a tirar conclusões? Por favor, animemos o pessoal a usar e desfrutar da língua, e forneçamos ferramentas para que seja tudo mais simples. Se realmente se pretende que o discurso reintegracionista se socialize, há que ter ferramentas divulgativas que concretizem passos simples para passar de uma ortografia para outra, e ferramentas informáticas (corretores, conjugadores) que auxiliem nessa passagem, e que facilitem as cousas ao maior número de pessoas e sensibilidades. A maioria das pessoas não tenhem tempo para andar dando-lhe voltas a estas questões, o nosso trabalho é facilitar. Por isso, eu não a pensar tanto em que faga falta uma "norma", mas sim uma espécie de "manual de instruções", em que polo menos quem queira poida encontrar alguma orientação. Sei que redigir essas pautas não é simples: criar algo simples é muito trabalhoso, mas a longo prazo compensa. E não tem nenhum sentido que tenhamos entidades duplicadas a criar ferramentas linguísticas, cada um por seu lado. Gostaria-me que os detratores da proposta explicassem que esclarecimentos ou ajuda fornecem quando alguém que não é obcecado por línguas pede orientações neste sentido.

EMQ

Eliseu Mera Quintas Thu 8 Oct 2015

Sinto ter que responder as alusões por parte do Joám Francisco:
1. Joám, eu tampouco sei quem és tu, nem acredito que seja necessário conhecer todo o mundo para participar neste debate. Basta com ser sóci@ da Agal.
2. Nunca empreguei desqualificações pessoais como tu figeche com"ingénuo, 'naïf' ou cándido" nem qualifiquei outros argumentos como "brincadeiras". Nem e o meu estilo nem me parece positivo para esta discussão.
3. Considero que este é um debate mui sério, não estou a "brincar". Entrei na Agal porque acho que o reintegracionismo é a única opção para a recuperação da língua, e para isso temos que apostar forte. Não me interessa discutir se é melhor escrever "coração" que "coraçom" ou "truta" que "truita". Ou jogamos a ganhar ou a língua desaparece da Galiza, e dificilmente imos poder ganhar com duas normas. O Joseph exprimiu-o magistralmente.
Cumprimentos

JFP

Joám Francisco Paz Lopes Thu 8 Oct 2015

Ao companheiro Eliseu,

Se qualifiquei de ingenuidade o facto de pensar que uma dada organizaçom vai empregar nas suas comunicaçons "oficiais", qualquer das normas "reintegracionistas", porque até que houve este "consenso cordial" duvidava qual utilizar, é porque acho que ninguém pode acreditar nisto.

Nem sequer o cándido Alonso ;) (a quem desde já agradecemos a sua entrega à língua que nos é própria, em qualquer das suas variantes!) poderia argumentar que, p.ex. o BNG (organizaçom de algumha das pessoas deste debate) daria o salto definitivo ao reintegracionismo de haver este consenso. E note-se que falo do BNG, que na teoria é favorável às teses reintegracionistas desde há muitos anos, e que permite à sua militáncia utilizá-las mas sempre no ámbito pessoal, nom de maneira "oficial", agás casos excepcionais...

E é por isso que eu próprio brincava con esta argumentaçom, favorável a umha normativa consensuada, "para achegar à gente duvidosa".

Duvida-se por outras causas, mas acho que bem poucas pessoas tenhem entre os seus prós ou contras, o facto de nom haver "concórdia" reintegracionista.

Nem é certo de que a língua desapareça na Galiza por nom termos umha única normativa. As causas som múltiplas mas a principal é que a pressom do espanhol é enorme. E nós simplesmente podemos fazer que sobreviva (o qual nom é pouco!) esperando que as condiçons políticas sejam mais favoráveis.

PORQUE ISTO, AFINAL, É POLÍTICA (LINGÜISTICA).

Mas moderemos o tono exaltado e brindemos como irmaos, com aquela frase que tantas vezes tenho ouvido do Xavier Vilhar Trilho: "Dentro dum ano, numha Galiza reintegrada" parafraseando o motto sionista, herdeiro por sua vez de um poema medieval (Jerusalém Libertada https://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m_Libertada ), "Dentro dum ano numha Jerusalém libertada!" com que os sionistas se despediam.

E repito que nom pretendo, nem pretendia ferir os sentimentos de ninguém, nem os de Eliseu, nem os de quem apoia esta proposta. Simplesmente limitei-me a mostrar o que eu acho ser certezas erradas.

E fico definitivamente por aqui, porque o que eu diga tem bem pouca importáncia.

John (Joám Paz)

E

Ernesto Fri 9 Oct 2015

Ei, caro Joam, eu acho a tua opinião importante e interessante.

Para além, é sincera e penso que espelha ideias comuns a mais gente. E é importante, por isso, não apenas por ser tua...

Resulta-me profundamente desacougante que neste "debate" apenas esteja a participar uma parte, apoiando "simpaticamente" uma ideia vaga ou confusa e por outra um conjunto de gente que "coma mim" diria que anda completamente despistada do debate e que se limitou a contestar, dentro da sua prática pessoal, à pergunta.

Saúde!

Ernesto

EMQ

Eliseu Mera Quintas Fri 9 Oct 2015

Obrigado pola tua mensagem, John. Pareceu-me mui atinada a tua frase "moderemos o tono exaltado e brindemos como irmaos". Estamos no mesmo barco.
Que assim seja :)
Um saúdo

MRT

M Rios Torre Sat 10 Oct 2015

Minhas/meus. Os que mantemos ligações laborais na esfera docente, e mais para mais no ensino médio transmitindo disciplinas de âmbito científico, não podemos que parabenizar a confluência ortográfica.
Acho que a proposição é um caminho a percorrer, quanto mais antes melhor, pois ajudará para a desmata do ruído, do muito ruído que acompanha a percepção e socialização do galego como língua internacional.

Desmatar, desmatar, socializar, socializar e sempre em frente ... agálic@s não rendem

Abraços por milhares

BV

Bruno Vilela Sun 11 Oct 2015

Tenho a certeza de que este debate é grande para mim vendo a qualidade da participaçom neste foro e, ao mesmo tempo a nivel particular é-me pouco importante no senso de que nom adiquei muito tempo a pensar sobre proposta da Confluência. Com todo vou votar e tentar explicar o motivo do meu voto.
- Vejo a atual norma Agal como um chanço imprescindível para que gente do ILG-RAG suba pola escaleira do reintegracionismo.
- A nova norma parece-me umha norma "atrapalo todo" (como dim do Podemos... jeje :)) um especie de todo vale que creio lhe resta seriedade a normativa, engade confussom entre aqueles que querem abandonar a ILG-RAG para avançar no reintegracionismo, e nos pom ao reintegratas-nom ilustrados num apreto a hora de defender diante dos nom reintegratas a diversidade desta nova opçom.
- Ainda que é certo que a norma da "confluência" nom apaga a norma Agal existe o temor, ou eu o tenho, de que com o paso do tempo e a base de feitos consumados acabe no faido, agrandando assim o chanço entre ILG-RAG e AGAL, dificultando o paso ao galego-português.
- Entendo que Galiza como naçom deve manter clara a súa singulariedade dentro da lusofonía. Também na escrita.
- Vejo, com todas as minhas limitaçons, as variantes da confluência tam perto do Português padrom que creio é melhor manter a atual norma AGAL e adoptar quem quiser o padrom, sem andar lançando bolas de aproximaçom como si esto fora umha petanca.
- Por último, creio que um troco assim deve ser consultado e consensuado com a masa reintegrata nom afiliada a AGAL, em concreto aqueles meios de comunicaçom, centros sociais etc...que empregam o reintegrado no día a día e que som os que tenhem que explicar com mais frequência "por qué escrevem tam raro".
-Por último, anteponho a unidade o reintegracionsimo a qualquer dos meus argumentos. Si manhá se aprova a norma da confluência serei o primeiro em defendela de portas afora.
Agradecido como sempre a AGAL por facilitar-nos o loomio e felicitar a toda gente que participou, é um prazer leer-vos.

DVR

Daniel Vasques Ribeira Mon 12 Oct 2015

Vou manter a minha posiçom de abstençom, polos seguintes motivos:
- Acho que botar uma olhada a nós mesmos, ao nosso redor e às ferramentas que utilizamos é sempre positivo. Cair no imobilismo é o pior que nos pode acontecer.
- Penso que a proposta é motivada pola boa vontade dos seus promotores e absolutamente mais nada. Isto é algo importante e que a gente deveria ter presente antes de lançar acusações de todo tipo. Também penso que os detractores da proposta som-no
- Considero que uma proposta normativa deveria partir da CL e nom ao revés. Isto ter, tem toda a pinta de ser uma tentativa de forçar a CL numa direcção determinada. É legítimo, mas duvido que seja o melhor.
- Os usos ortográficos (e além) fam parte das liberdades individuais, temo que se (re)abrissem algumas feridas para um pequeno hipotético ganho colectivo. Como alguma gente apontou, eu achava que a gente já escrevia libremente como bem entendia.
- Acho que a proposta será uma norma só em nome. Na realidade será uma denominaçom única para duas normas. Isto necessariamente nom é mau. Mas uma denominaçom comum nom vai agachar o facto de que vai haver (no mínimo) dous usos bem diferenciados de dita norma.
- Alguma gente tem comentado que será melhor para termos ferramentas informáticas. Eu opino bem o contrário. Quando as pessoas querem escrever em padrom português, pronto, têm tudo feito. Quando as pessoas querem escrever em padrom português com particularidades galegas, apenas têm de acrescentar as particularidades empregues como excepções dos correctores ou novas entradas nos dicionários electrónicos; isto é singelo e o esforço é mínimo (nom em vão torna mais e mais popular esta opçom na era digital). Quando as pessoas querem escrever ao jeito da actual norma AGAL (ou semelhante), entom nom há mais opçom que empregar um corrector feito para a nossa norma: isto agora já é uma tarefa complexa, pois há que escolher entre as múltiplas variantes do galego (uma cousa que a AGAL poderia fazer, junto coa CL, seria marcar as variantes recomendadas no e-Estraviz), etc. O facto de a norma AGAL e a portuguesa nom serem a mesma norma, permite-nos ter dous conjuntos de ferramentas a empregar em cada ocasiom, de grande utilidade para as pessoas que precisam as duas opções segundo o momento. Porém, se introduzirmos o jeito -çom e o jeito -ção na mesma norma, entom só temos duas opções: ou dicionários (correctores ortográficos) que aceitam as duas cousas, de jeito que deixam de ser úteis para os utentes que acostumam empregar as duas normas segundo o contexto, ou temos de fazer dous dicionários (o dicionário -çom e o dicionário -ção) para a mesma norma. Bom, geralmente há várias línguas para as que se podem obter vários correctores (incluída a portuguesa), mas geralmente som: ou padrões nacionais, ou variantes pré/post reforma ortográfica. Acho que este caso nom é nenhum dos casos e faria mais por confundir o pessoal que polo ajudar.
- No reintegracionismo, o português padrom já é a língua teito e internacional. Nom sei que mais reconhecimento (?) precisam as pessoas que utilizam uma ortografia o mais próximo que possível do padrom além Minho... Nom creio que nenhuma pessoa que escreva em padrom português tenha perdido o sono polo que pensem ou deixem de pensar disso na CL, mas bom... suponho que há muitas cousas que ignoro e por isso vivo feliz.
- Se bem o ensino do português como língua estrangeira é um complemento ideal para os nossos objetivos, acho que aspiramos a um novo marco para o ensino do galego e para as políticas linguísticas no nosso país. Por tanto, a AGAL deveria tentar ir preparando qual seria o marco e quais as ferramentas se algum dia formos hegemónicos (oxalá). Tenho as minhas dúvidas (mas nos dous sentidos) de que uma norma de confluência como a sugerida seja o melhor caminho para materiais de ensino ou a promoçom dum padrom galego da língua portuguesa. Desenhar um plano estratégico para a língua algo mais profundo do que <> deveria ser um primeiro passo imprescindível antes de darmos este passo, na minha opiniom.

Queria apenas para finalizar dizer que nom é a minha posiçom uma negativa. Mais bem o contrário. Acho positivo que a candidatura que propõe esta reforma nom tenha medo de ir avante (mas ajudaria tentar evitar o fogo amigo em vindouras ocasiões :P), mas também queria expressar os <> que nisto vejo.

Abraços para todas as pessoas que caminham comigo na AGAL. Nas melhores famílias também há sentires diferentes, nom há? Abraços, digo.

[Lamento gralhas e demais horrores ortográficos, mas já nom tivem lá muito tempo para isto, menos ainda para o revisar.]

JLF

Joám Lopes Facal Mon 12 Oct 2015

O meu reconhecimento às honestas palavras de Bruno Vilela e Daniel Vasques Ribeira, cheias de sentido comum e ánimo conciliador

E

Ernesto Tue 13 Oct 2015

Só uma cousa... acho que é legítimo defender qualquer postura, não se necessitam, penso eu nem razões, nem demonstrações. As práticas escritas são costumes e aprendizado, tem muito de artesanato e portanto de horas de repetição até que os movimentos, os usos, tornam hábito.

Acho que a ortografia é basicamente um hábito, até tal ponto que muita gente afeita aos teclados surpreenderia-se de que ortografia lhe tira mais de papel e pena... ;)

Mudar o hábito é um problema e exige um esforço de re-aprendizagem, como quando mudamos de ferramentas ou de software... e a questão é que as variantes são tão próximas que não permitem, salvo no caso de profissionais, uma alternância competente.

DVR

Daniel Vasques Ribeira Tue 13 Oct 2015

Concordo completamente, Ernesto.

A respeito do teu último parágrafo, eis algo que me preocupa: se tivermos num mesmo dicionário electrónico variantes ortográficas em -ção e em -çom, entom seriam transparentes para um corrector ortográfico (se fam parte da norma, ambas as duas som válidas) e muito fácil para as pessoas que devem alternar cairem (cairmos) em textos misturando escolhas ortográficas (até na mesma palavra!)... A única alternativa seria manter dicionários independentes e perde força o conceito de norma única. Nom é o fim do mundo, pero diria que nom ajuda muito.

MS

Miguel Serrano Tue 13 Oct 2015

Uma representação ortográfica plural e de convivência para representar uma vontade colectiva unitária: O galego e o português são a mesma língua e esta língua é a que transportará a Galiza ao futuro. Movimentos estratégicos como este são os que convertem o reintegracionismo no mais interessante dos Movimentos. Parabéns à AGAL por termos esta candidatura.

VM

Vítor Meirinho Tue 13 Oct 2015

Penso que as objecções que coloca o Daniel a respeito dos correctores estão num nível abstracto que não se justifica na aplicação real. Um corrector que incorporasse as duas possibilidade limitaria-se a duplicidades sistemáticas e muito concretas: -om / -ão / ám (alternando con -ão), os plurais destas formas, umha (alternando com uma), as formas verbais e pouco mais. Sabemos que as pessoas que usam a norma da AGAL actual são galegos, que não precisam de nenhum corrector para saberem quando uma palavra acaba em -om ou em -ám. As suas únicas dúvidas seriam de dous tipos:

a) Dúvidas a respeito do uso de -ss-/-s-, -ç-/-z-, -g-/-j-/-x-, etc., que teriam igualmente se usassem a norma de Portugal (é «preciso» ou «precisso», «monge» ou «monje»?).

b) Dúvidas a respeito das formas verbais especificamente galegas («figem» ou «fijem»?), que facilmente poderiam estar num corrector galego junto com as portuguesas.

Por outra parte, parece-me ver implicita na argumentação de Daniel que a gente deveria, em caso de que se realizasse esta mudança normativa, manter um tipo de coerência baseado em escrever ou bem o máximo «à portuguesa» ou bem o máximo «à galega». Não vejo por que há de de ser assim: uma pessoa pode perfeitamente preferir escrever -om e fazer as conjugações verbais como «fiz» e «disse» ou escrever tudo em -ão e grafar «figem» ou «dixem». A própria norma actual da AGAL prescreve a forma «canções» e admite que faça o plural em «cançons» ou «canções».

DVR

Daniel Vasques Ribeira Tue 13 Oct 2015

Se por algo se caracterizam as dúvidas por mim expressadas é que nom têm absolutamente nada de abstracto (já se compararmos cos pretendidos benefícios da proposta...). Para começar nom estou a descobrir América se digo que o normal é que som os utentes nativos duma língua os que mais empregam os correctores da sua língua. Os correctores existem principalmente para corrigir gralhas, despistes e ignorância; três factores dos que nom escapa nenhuma língua e mui poucos falantes. A duplicidade de todas as palabras rematadas em -çom -ção forma em absolutos um número bastante elevado. Na norma de confluência é só uma excepção, num hipotético dicionário da conlfuência é um monte. Caro Vítor, se não precisa um corrector de galego por ser galego: parabéns. Eu confesso que preciso corrector para todas as línguas nas que me desempenho. Porém outras pessoas neste debate manifestaram que este tipo de ferramentas som uma necessidade e que por algum motivo (que desconheço) a norma de confluência ajudaria. Eu nom vejo como (e nom estou na contra duma norma de confluência, fique claro). Este caso dos dicionários nom tem absolutamente nada de abstracto, ou temos por abstracto um significado diferente.
A respeito das dúvidas apresentadas:
a) Nada que acrescentar. Para isso está um corrector e tanto tem pré ou post confluência ou AO português.
b) Como já comentei previamente. Efectivamente isso som excepções de escasso número num corrector português, polo que pouco importa para utilizadores de padrom português ou próximos a ele, é acrescentar segundo as achares uma só vez, nom é um trabalho titânico. O mesmo seria para o caso contrário na actual norma AGAL, coa diferença de apenas existirem ferramentas em norma AGAL.

O que você vê implícito não foi por mim dito. Todo o contrário, entendo que a gente vai escrevendo e misturando como melhor entende e por isso chegamos a esta situaçom - e eu nom acredito, pessoalmente, em académicas normas ortográficas -. Entendo, mais ainda, que uma mesma pessoa pode decidir escrever com critérios diferentes em momentos diferentes. E este é o problema com uma única norma. Se uma pessoa transita habitualmente entre -çom e -ção, um corrector que admite as duas formas torna inútil porque os despistes que ela tiver nom vam ser assinalados. Com duas normas, mudar de registo é apenas um clique. Formas verbais a usar num momento determinado som escassas excepções que podem ser ignoradas no escrito ou acrescentadas ao dicionário. A própria norma actual já apresenta um problema (sim, a este respeito é um problema ou no mínimo um desafio) dessa natureza no plural -ons/-ões. Agora vamos tornar esse problema mais grande, que é legítimo e eu nom o discuto. Pode até ser uma boa ideia se o ganho compensa noutros aspeitos. Mas nom ajuda a fazer ferramentas deste tipo, como alguém apontou, nem a que estas sejam realmente úteis. Essa é a minha opiniom.

Entendo que todos queiramos que todos estejam contentes com uma norma. Pode ser bom, nom tenho a certeza nem a favor nem em contra. Mas nom é uma soluçom mágica, tem as suas desvantagens e apenas queria apontar algumas que eu acho da minha perspectiva.

VM

Vítor Meirinho Tue 13 Oct 2015

Olá, Daniel. Eu não disse que uma pessoa por ser galega não precise de corrector ortográfico. O que disse é que a existência, num corrector, de formas em -om/-ao/ám e de formas em -ão não apresenta problemas para um galego porque quem queira escrever «coraçom» escreverá «coraçom», e quem queira escrever «coração» escreverá «coração». Se tem um despiste e escreve «coraçõm», o corrector indicará o erro. O galego precisa dum corrector para distinguir -ss- de -s-, não para saber se «canción» termina em -om ou em -ao.

Agora, parece-me entender da sua resposta que o problema está em que talvez esse galego queira escrever com -om/ao/ám e talvez tenha um despiste e ponha algum -ão sem reparar, talvez porque acabe de ler um jornal português e ainda tenha a mente em «modo luso». Nesse caso, com efeito, o corrector não marcaria erro. Ora, na minha opinião esta é uma questão menor da qual não deveria depender o debate, pelo motivo dito antes. Na minha opinião, reitero.

S

Sérxio Tue 13 Oct 2015

Acontece mesmo no dicionário da Porto, na aplicação de android pode-se ligar e desligar Acordo Ortográfico. :)
Obrigado pelo debate!

DVR

Daniel Vasques Ribeira Tue 13 Oct 2015

Porque som, efectivamente, duas normas. Como já se comentou, é o caso de dicionários pré e post reforma (os franceses têm um "caos" digital ainda mais grande a este respeito). No caso dum corrector ortográfico, terias de escolher entre um pré ou post acordo.

DS

Dani Salgado Tue 13 Oct 2015

Se na Associação há gente que vê a necessidade duma outra norma, esse ’novo consenso' não pode ser outra ponte, outra fase intermédia do longo caminho do reintegracionismo. Deveria ter vontade de ponto final, isto é, aceitando as soluções actuais do padrão do resto da lusofonia e, além disso, achegando toda a riqueza linguística que as falas galegas conservaram. É óbvio, não é?

Saudações desde a mais baixa das rias.

RC

Ricardo Cabanelas Wed 14 Oct 2015

Olá a tod@s.
Ao ler a pergunta na primeira vez, botei as maõs à cabeça: Ohhhhhh, the 90's returns!!!! Depois descobri a maravilha de ter uma assembleia-debate de 15 dias por meio desta plataforma. Deu-me tempo de dar-lhe voltas, pensar e ler as diversas opiniões deste debate. Por certo, um debate ponderado e sossegado como faz a gente séria.
O nosso pais não esta numa situação normal, portanto as soluções tem de ser heterodoxas por força. Com certeza que não é perfeita mas nunca há uma só solução perfeita para tudo na vida.

www.youtube.com/watch?v=nEcn3U37RaA

E acho que sim é um avanço. Os marcos no nosso pais são muito importantes. Mudar e ampliar o nosso marco (obrigado, sr. Lakoff) de quando em vez é cousa boa.
Abraço grande
PS: Funcione ou não, parabéns ao conselho pela valentia de propor isto. Há que ter glándulas para meter-se neste sarilho ;)

VG

Vítor Garabana Wed 14 Oct 2015

Se nom percebim mal após todas as intervençons, afinal do que se trata é de refletir num documento normativo da AGAL o facto de existirem na realidade duas aproximaçons normativas da variante galega da nossa língua: a aproximaçom “–om” e a aproximaçom “–ão”, cada umha delas com a sua “mochila” léxica e morfológica de formas distintivas galegas.

Esse novo documento normativo, em vez de criar umha nova norma o que fará será dar o “carimbo da AGAL” às duas aproximaçons, de modo que os utentes de ambas poderám dizer “eu uso a norma AGAL” sem ninguém se sentir excluíd@.

De passagem também se dará “benção” à mistura de formas das duas mochilas mencionadas, algo que de facto muitas pessoas reintegracionistas já estão a fazer, não é? É neste ponto onde estão as cautelas, as discordâncias?

Do meu ponto de vista poder-se-á discutir se a tarefa é necessária, se o tal documento normativo faz sentido ou não, mas acho (espero) que não devia ser ofensivo para ninguém.

(Peço desculpa polo uso da palavra “benção” -a AGAL é o contrário duma organização dogmática- mas é que a achei muito expressiva neste contexto)

VM

Vítor Meirinho Wed 14 Oct 2015

Só uma nota ao escrito por Vítor Garabana: a «mochila» léxica da variante padrão já está da normativa actual da AGAL: qualquer palavra, por ser de uso fora da Galiza na lusofonia, faz parte do nosso acervo. Por isso dizemos «carimbo», «chefiar», «comboio», etc.

B

Breixo Wed 14 Oct 2015

Reconheço estar algo desconcertado com o debate, pois nom acabei de comprender em que marco se dá exatamente nem em qualidade de quê se impulsa, se é vinculante e de sê-lo, para quem. Em base à moreia de correios que recebim do Loomio, inicialmente dava a impressom de que era umha nova proposta de debate virtual e público por parte do Conselho (de feito foi o Presidente quem me incluiu nesta espécie de grupo de debate), similar ao que houvera para a manifestaçom de Queremos Galego. Depois deu-se a entender mais bem que é umha iniciativa dumha candidatura concreta ao Conselho da AGAL, mas nesse caso vejo pouco sentido a convocar o conjunto de sócias a participar dum debate deste tipo e desta forma quando em breve haverá um novo Conselho eleito e novas Assembleias nas que já se poderám dar os debates que se considerarem oportunos.

Em qualquer caso, até agora eu tinha entendido que as questons relativas à proposta normativa recaem na Comissom Lingüística da AGAL, como é normal, e ao Conselho corresponde sancioná-la ou nom, como se figera no seu momento, quando fora elaborada a norma reintegracionista do galego e depois adaptada ao AO.

Seja como for, acho que é um debate de suficiente importáncia como para se dar de outro modo, com outros critérios e noutros espaços, e nom lançando-o desta forma na rede, com umha pergunta tam pouco objectiva, de umha forma tam pouco séria e ordenada, e fazendo-o ademais de forma pública (nom sei se todo o mundo se sentirá cómodo, novamente, dando a sua opiniom sobre questons internas da AGAL num foro aberto que qualquer pessoa pode ler). Polo que me pareceu entender, ainda que nom se quijo explicitar, isto só parece ter como fim condicionar o debate real que suponho que se dará no futuro e pressionar a Comissom Lingüística, que entendo que seguirá a ser o organismo legitimado para modificar a sua proposta ou neste caso, como se defende por parte da gente do "New Deal", admitir a de Portugal como própria.

Nom tinha previsto entrar no debate em si, mas o certo é que eu me associei à AGAL, entre outros motivos, porque a sua proposta ortográfica me parece a mais coerente coa realidade e história do galego. Se isso vai mudar, prefiro que nom seja com o meu silêncio independentemente de que nom me pareça este o melhor espaço nem modo para o falar.
Para mim fai todo o sentido que, independentemente dos usos concretos que fagam as pessoas associadas (hai-nas que escrevemos na norma da AGAL, hai-nas que que usam a de Portugal e mesmo hai muitas que usam a norma "oficial" a modo de "crentes nom praticantes"), o lógico sejá que a Associaçom promova a divulgaçom e difusom da sua proposta ortográfica, que está mui bem fundamentada. De feito, esse é um dos seus fins principais definido claramente nos seus Estatutos, e nom tenho claro que se esteja a cumprir muito ultimamente, mais bem ao contrário. Por exemplo, botam-se em falta a elaboraçom e promoçom de mais e melhores ferramentas úteis para os seus utentes (corretores, o antigo Conjugal, novos materiais de consulta e aprendizagem, etc.). Com a proposta que se formula aqui, isso nom parece que se vaia solucionar, porque de admitir a AGAL como própria a norma de Portugal poderá-se argumentar que todas essas ferramentas existem já ao sul do Minho e som perfeitamente válidas para nós. Mas nom é o caso, porque por exemplo o corretor do navegador que estou a usar agora mesmo marca-me muitos erros que nom som tais na norma que eu uso, que é a desta Associaçom, e nom só. Porque por fortuna, apesar de todas essas carências, a imensa maioria de coletivos, organizaçons e movimentos sociais de prática reintegracionista usam a dia de hoje a norma AGAL sem maiores conflitos nem problemas como os que aqui se apresentam (e que acho que só existem na própria Associaçom), e acho que isso é umha boa medida do seu (relativo) sucesso.

JLF

Joám Lopes Facal Wed 14 Oct 2015

Declaraçom carregada de conviçom e um certo saibo de decepçom. Muito a ter em conta mormente se for partilhada por associados que nom gostam exprimir as suas posiçons na ágora. O meu saúdo mais cordial para o Breixo.